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Efeitos das queimadas

‘Chuva de cinzas’ no pantanal fez MPF preparar remoção de comunidade inteira

Preocupação agora é com saúde dos atingidos pelas cinzas das queimadas

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Um fenômeno climático que desviou cinzas das queimadas no pantanal diretamente para a Comunidade Barra do São Lourenço, a 150 km de Corumbá (MS), mobilizou ontem (14) equipes da Marinha, Ibama, Defesa Civil e outras instituições. A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o objetivo seria remover todos os 100 moradores da comunidade ribeirinha, que corriam sério risco.

O plano foi abortado devido à diminuição de intensidade do fenômeno, além de dificuldades logísticas e de segurança da remoção compulsória.

A atuação do MPF agora vai se concentrar na saúde dos ribeirinhos atingidos pelos detritos, que não têm atendimento médico regular e enfrentam viagem de 8 horas de barco quando têm alguma emergência. Como o Município de Corumbá passa por uma crise na saúde, com profissionais contaminados com o Covid-19 e deficiência de quadros, será preciso recorrer a outras instâncias.

Operação Matáá

Em outra frente, O MPF investiga a origem dos incêndios que atingem o bioma pantanal. Após autorização judicial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em fazendas da região. O material coletado passa agora por perícia na Polícia Federal.

Vídeo que circula nas redes sociais mostra moradores da Comunidade Barra do São Lourenço, em Corumbá (MS), ontem (14), no meio de uma chuva de partículas provenientes das queimadas no pantanal. A comunidade é uma das mais tradicionais na região, havendo registros da colonização da área no início do século XX. Assista:

(Com informações da Assessoria de Comunicação do MPF em Mato Grosso do Sul)