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Muita calma nesta hora

Aras diz em São Paulo que o MP ‘não pode ser o motoqueiro que atrapalha o trânsito’

PGR tranquilizou afirmando que não acredita em ruptura instiucional

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O procurador geral Augusto Aras durante sua conversa com empresários e advogados, em São Paulo.

O procurador geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta terça-feira (17) em São Paulo que “o ministério público não pode ser o motoqueiro que atrapalha o trânsito”, ao reforçar a ideia de que o MP contribui para diminuir o custo Brasil e prometeu “combater a cultura da litigiosidade”.

O chefe do Ministério Público da União (MPU) falou a quatro dezenas de empresários e advogados, a fim de explicar o papel do ministério público na sociedade.

Augusto Aras rebateu qualquer possibilidade de ruptura institucional, como políticos ativistas de esquerda tem afirmado, e disse acreditar que as eleições ocorrerão normalmente.

Ele afirmou sua convicção de que as tensões são normais na democracia mas que o Ministério Público Eleitoral e a Justiça estarão atentas aos desvios e ataques, tanto quanto estarão mobilizados no combate a fake news.

E prometeu: “vamos combater o crime onde quer que ele esteja no território nacional.”

Livre mercado

O procurador geral elogiou a sociedade privada produtiva, “mais rica que o próprio Estado” e afirmou ser necessário que “as instituições públicas participem do processo de desenvolvimento econômico, como o ministério público vem fazendo.

Ele defendeu a continuidade, no MP, de programas como o Destrava Brasil, em que milhares de obras foram retomadas, e deixar o caráter punitivo apenas como última opcão.”

Aras explicou que o Ministério Público Federal (MPF) “não é simplesmente punitivo, mas que pretende priorizar os acordos e defender uma economia que permita a existência da iniciativa privada livre e de mercado aberto.”

“Temos conversado com investidores que querem apostar no Brasil, principalmente no agronegócio”, disse ele, contando que o MPF atuou em áreas como a da cultura de algodão e criação de cavalos destravando essas atividades.

Para o procurador geral da República, “o ministério público não pode escrever a todo momento escrever uma nova Constituição, tampouco novas leis, como alguns defendem”, ressaltando que tem gente que deseja até “fazer a Lei do seu próprio modo.”

Parte do PIB nacional

Participaram do encontro  cerca de quarenta pessoas, entre empresários como Flávio Rocha, presidente do Grupo Riachuelo, e advogadois como Pierpaolo Botini e ChristianoZanini, defensores de acusados na Lava Jato de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e tráfico de influência. Ambos participaram das três interrupções por aplausos da fala do procurador geral da República.

Também estavam presentes ao encontro, realizado na residência do empresário João Camargo, o CEO do banco Crédit Suisse, José Olympio Pereira, Vander Giordano (Multiplan), Fernando Marques (União Química), Isaac Sidiney (Frabraban) e Meyer Joseph Nigri (Tecnisa).

Outros pesos pesados que foram ao encontro ouvir Augusto Aras, como Claudio Lotemberg, presidente do conselho do Grupo Eisntein, e Davide Marcovitch, do grupo francês LVMH (Moët Hennessy-Louis Vuitton).

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