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Após tumulto, Plano Diretor de SP deve ser votado hoje

Votação do Plano Diretor termina em quebradeira na Câmara Municipal

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Vereadores devem votar nesta quarta-feira (30) o Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo. A votação estava marcada para ontem, mas teve que ser adiada após violenta manifestação do lado de fora do Palácio Anchieta, sede do poder Legislativo da cidade. O PDE tramita desde 2013 e vai definir os caminhos do crescimento da cidade pelos próximos 10 anos.

O protesto foi organizado por grupos de movimentos de moradia, entre eles a Frente das Lutas por Moradia (FLM), União dos Movimentos de Moradia (UMM) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que pressionam os vereadores para aprovar as novas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) na cidade. As zeis são áreas onde é possível construir unidades habitacionais e serão definidas no projeto do novo Plano Diretor.

A baderna começou quando o presidente da Casa, José Américo (PT), anunciou a suspensão da sessão. Na avaliação dos vereadores, é melhor aguardar a publicação de emendas ao texto (algumas com mais de 500 páginas) do que tentar ler cada uma das peças em plenário.

Os cerca de mil manifestantes que acompanhavam a sessão do lado de fora do palácio se irritaram com a decisão e atiraram pedras e paus contra a fachada do prédio. Por volta das 17h30 um grupo queimou pneus na frende do palácio, o tumulto acabou interditando os dois sentidos do viaduto Jacareí. A Polícia Militar tentou dispersar o grupo com bombas de gás e efeito moral.

A oposição culpa o prefeito Fernando Haddad pela confusão. ?Responsabilizo o prefeito Fernando Haddad, que há alguns dias insuflou tais movimentos a vir coagir os vereadores, numa atitude irresponsável e demagógica?, afirmou Gilberto Natalini (PV). No fim de março, Haddad condicionou a cessão do terreno tomado pela ocupação ?Nova Palestina? se o plano diretor fosse aprovado na Câmara, e pediu aos grupos pró-moradia que acompanhassem o trabalho dos vereadores.

Em nota, o Partido dos Trabalhadores rebateu as acusações e culpou a própria oposição pela baderna. Segundo o partido, a oposição tentou ?de todas as maneiras possíveis obstruiu o andamento da discussão usando artifícios para impedir o debate do texto do projeto?.