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Falsa ameaça

‘Ameaça’ de ministro da Defesa às eleições é considerada ‘fake news’

Arthur Lira e Braga Netto negam que a conversa e a "ameaça" tenham ocorrido

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General Braga Netto, ministro da Defesa - Foto: Marcello Casal Jr

Não houve a conversa do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, noticiada nesta quinta-feira (22), em que ele teria ameaçado o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não haver eleições, em 2022, sem a aprovação do voto impresso. A conversa não existiu, segundo o ministro e o presidente da Câmara.

A suposta ameaça, por meio de “recado”, teria ocorrido em 8 de julho, na presença dos comandantes militares.

O deputado Arthur Lira negou enfaticamente ter ouvido qualquer tipo de ameaça do ministro da Defesa e disse ainda que divulgará nota oficial sobre a a notícia falsa. O ministro já divulgou sua nota.

Ministro não manda recados

O ministro Braga Netto já divulgou nota a notícia “que atribui a mim mensagens tentando criar uma narrativa sobre ameaças feitas por interlocutores a Presidente de outro Poder”.

“O Ministro da Defesa informa que não se comunica com os Presidentes dos Poderes, por meio de interlocutores”, disse ele. “Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade entre os Poderes da República, em um momento que exige a união nacional”, destacou.

“O Ministério da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição”, disse o general Braga Netto em sua nota. “A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições nacionais, regulares e permanentes, comprometidas com a sociedade, com a estabilidade institucional do País e com a manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro.”

Decisão é do Legislativo

No final de sua nota, o general defende a implantação do sistema de impressão do voto, argumentando que “todo cidadão deseja a maior transparência e legitimidade no processo de escolha de seus representantes no Executivo e no Legislativo em todas as instâncias”, mas lembra que a decisão será do Poder Legislativo:

– “Por essa razão, a discussão sobre o voto eletrônico auditável por meio de comprovante impresso é legítima, defendida pelo Governo Federal, e está sendo analisada pelo Parlamento brasileiro, a quem compete decidir sobre o tema.”

Tanto Arthur Lira quanto Braga Netto conversaram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Roberto Barroso, e negaram a conversa e a ameaça de que trata notícia falsa divulgada nesta quinta-feira.