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Incêndio devastador

Alemães chegam ao Rio neste sábado para compor missão no Museu Nacional

Chefe da missão da Unesco, Cristina Menegazzi, está tendo reuniões com autoridades para se inteirar da situação

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Escombros do Museu Nacional. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dois especialistas do Arquivo Histórico da cidade alemã de Colônia chegam neste sábado, 14, ao Rio de Janeiro, para compor a missão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que vai auxiliar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no resgate do acervo que não foi destruído pelo incêndio do dia 2 de setembro no Museu Nacional.

Colônia é uma das cidades-irmãs do Rio de Janeiro e foi uma das primeiras a oferecer ajuda junto com a oferta de 1 milhão de euros pelo governo alemão.

Virão ao Brasil o vice-diretor do Arquivo Histórico, Ulrich Fischer, e a chefe da equipe de restauração, Nadine Thiel. Eles devem passar uma semana no país e depois manterão contato e colaboração. A primeira parte do trabalho será avaliar a extensão dos danos ao acervo do Museu Nacional, para depois estimar o que pode passar por uma restauração.

O Arquivo Histórico de Colônia passou por um grande desastre em março de 2009, quando um alagamento nas obras do metrô da cidade fez o prédio inteiro, de seis andares, desabar junto de outras duas construções.

Dois anos após a tragédia, que matou duas pessoas, foi apontado que 85% dos documentos, alguns deles com mais de mil anos, foram recuperados do alagamento e dos escombros, mas 35% do material com danos severos e 50% com danos médios. O custo de restauração foi estimado em 370 milhões de euros e deve levar 30 anos. Porém, em boa parte, só será possível estabilizar o documento para se tornar usável, sem uma restauração efetiva.

A Unesco informou que ainda não foi definida uma agenda de trabalho no Museu Nacional, já que, por enquanto, a chefe da missão, Cristina Menegazzi, está tendo reuniões com autoridades para se inteirar da situação.

Espanha

O Ministério da Educação (MEC) informou ontem, 14, que o ministro da Cultura e Esporte da Espanha, José Guirao Cabrera, “colocou o governo de seu país totalmente à disposição do Brasil para apoio efetivo na reconstrução do Museu Nacional”. A colaboração foi oferecida durante encontro com o ministro Rossieli Soares, ontem (13), em Madri.

Soares destacou que, pela relação histórica com o Brasil, a Espanha tem documentos relevantes que podem contribuir com a recomposição do acervo do Museu Nacional. Além disso, segundo ele, a Espanha também disponibilizou o envio de especialistas em museus. De acordo com o ministro, essa ajuda será solicitada assim que for definido que tipo de trabalho precisará ser feito.

Na quinta-feira, 13), o MEC também havia anunciado o apoio do governo francês, com o envio de quatro especialistas. Porém, a Unesco não confirmou quando eles devem chegar ao Brasil. (ABr)