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Risco de 'afundamento'

Ajuda humanitária contempla 2º lote de moradores de bairro ameaçado em Maceió

Quase 500 famílias receberão auxílio-moradia para deixar área de risco

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Casa no bairro do Pinheiro com rachadura. Foto: Divulgação Abel Galindo

O Governo Federal liberou nesta quinta-feira (21) os recursos para o segundo lote de pagamento de auxílio-moradia aos habitantes de áreas de risco do bairro do Pinheiro, em Maceió (AL), cadastrados para receber a ajuda humanitária decorrente do fenômeno geológico que produziu fissuras e tremores na região que ameaça “afundar” na capital alagoana. O pagamento é uma das medidas resultantes da decretação de situação e emergência no bairro, formalizada pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB) e aceita pela União, em dezembro de 2018.

Os 115 moradores cadastrados devem comparecer a uma agência do Banco do Brasil com documentos pessoais para sacar a primeira parcela do benefício mensal de R$ 1 mil, durante seis meses, destinado aos proprietários que tiveram de deixar seus imóveis após recomendação preventiva emitida pela Defesa Civil de Maceió, motivada pelo surgimento de fissuras no solo e na estrutura dos imóveis.

A expectativa é de que o terceiro lote da ajuda humanitária seja liberado para mais 125 famílias. Os recursos estão em tramitação bancária para que sejam sacados pelo morador, conforme apresentação de documentação pessoal ao atendimento ao cliente em qualquer agência do Banco do Brasil.

A orientação da Defesa Civil de Maceió é para que, em caso de dúvidas sobre os nomes dos contemplados, o cidadão entre em contato com o órgão por meio do número 0800 030 6205, para consultar mediante informação do número do CPF.

Quase 500 cadastradas

A Defesa Civil de Maceió informou que encaminhou ao Governo Federal, na última terça-feira (19), o quarto lote de cadastros para a concessão de auxílio-moradia para mais 126 famílias. Até o momento, são 446 cadastros encaminhados à União para a liberação dos recursos, que devem beneficiar os moradores com a ajuda humanitária, enquanto especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) não concluem o diagnóstico do fenômeno para encaminhar soluções às autoridades.

O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) chegou a atribuir as causas dos problemas geológicos no bairro à atividade de mineração exercida pela Braskem, na extração de sal-gema na região. A tese é uma das linhas de investigação, que também inclui fenômenos naturais e falhas na distribuição de água, drenagem e saneamento básico no bairro. A Braskem nega ser responsável pelos danos.

A lista dos novos contemplados no segundo lote pode ser consultada aqui.

Do número total de famílias cadastradas, 80 já tiveram acesso ao auxílio-moradia no primeiro lote, 115 começam a receber o valor a partir de hoje (21) e outras 125 famílias estão no terceiro lote, que deve ser liberado nos próximos dias. (Com informações da Ascom da Defesa Civil)