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TRABALHADOR DESRESPEITADO

Agentes dividem alimentos com baratas, em presídios de Alagoas

Sindicato denuncia que plantonistas se ingerem comida feita por presidiários

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Sindapen diz que pães para agentes são feitos em local imundo e por presidiários (Foto: Sindapen)

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) voltou a denunciar a contaminação de alimentos fornecidos para agentes plantonistas da Penitenciária de Segurança Máxima, em Maceió (AL). A presença de baratas em meio a pães foi denunciada na tarde deste sábado (02), quatro dias depois de a categoria reivindicar à Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) condições dignas para alimentação dos agentes penitenciários.

Segundo o presidente do Sindapen, Kleyton Anderson, os alimentos ofertados para alimentar agentes são produzidos no próprio Sistema Prisional, na capital alagoana, por reeducandos do regime semiaberto. E diz que já foram encontrados larvas, caramujos e pedaços de vidro em alimentos fornecidos aos plantonistas.

“Os pães são feitos na padaria do sistema prisional mesmo, local que é imundo. O perigo também é que o alimento é feito pelos reeducandos. A gente custodia eles, depois eles vão fazer comida para a gente. A Seris nega, mas é complicadíssimo”, disse Kleyton Anderson, ao Diário do Poder.

“Estamos cansados do descaso do governo. Oferecer um alimento contaminado, ou ainda exposto a baratas, larvas, moscas e sujeiras é desrespeito ao trabalhador “, disse o presidente do Sindapen, à Gazetaweb.

Os agentes penitenciários também denunciam o armazenamento da comida em local e com equipamentos inadequados e pleiteiam auxílio-alimentação para a categoria, nos moldes do que é fornecido às polícias Militar e Civil. E o Sindapen avalia que o Estado não tem como fazer comida para cinco mil pessoas, diariamente, a cada refeição.