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Papo furado

‘Ajuda humanitária’ argentina era fake: apenas dez pessoas para montar barracas

Embaixador criou o factóide para agradar a oposição no Brasil

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Chuvas intensas deixam rastro de devastação em cidades do sul da Bahia. Foto: Isac Nóbrega/Palácio do Planalto

A suposta “ajuda humanitária” oferecida pelo governo da Argentina ao Brasil para auxiliar com as vítimas das chuvas na Bahia era constituída apenas de dez montadores de barracas e separadores de doações.

Os custos de transporte, estadia e alimentação desses argentinos, no entanto, deveriam ser bancados pelo governo brasileiro, segundo revelou ao Diário do Poder uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.

Ainda assim, o governo brasileiro agradeceu o oferecimento, por meio de telefonema do ministro Carlos França ao homólogo do país vizinho, há três dias. Ambos os chanceleres mantêm boas relações.

O chanceler brasileiro explicou que o governo federal se faz presente no sul da Bahia por meio de três ministérios (Cidadania, Defesa e Desenvolvimento Nacional), com três helicópteros, viaturas das Forças Armadas e uma centena de médicos, unindo forças com governos como o do Distrito Federal, que também presta assistência às vítimas.

Embaixador fazendo política

Como o oferecimento foi feito por escrito, o Itamaraty também oficializou sua resposta por escrito, mas a correspondência foi vazada pelo embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Sioli, com o objetivo de criar embaraços ao governo brasileiro.

A molecagem de Scioli motivou queixa formal do Itamaraty à chancelaria argentina.

Scioli não é diplomata, trata-se apenas de um político carreirista de quem o presidente argentino Alberto Fernández se livrou, dando-lhe a sinecura de chefe da embaixador em Brasília.

Os diplomatas brasileiros avaliam que, ao vazar a correspondência do Itamaraty para a imprensa brasileira,  Scioli quis apenas criar um fato político, um factóide, que cria embaraços ao governo do Brasil, ao tempo em que faz um “gesto” à oposição, através de Rui Costa (PT), governador da Bahia.

O factóide de Scioli parecia combinado com políticos de oposição, que, de maneira também oportunista, passaram a ameaçar integrantes do governo com