Operação descontaminação

Davi Soares

Prisões de ex-presidente e de ex-ministro decorrem de três operações da Lava Jato
21/03/2019

Bretas conclui que Temer liderou organização criminosa envolvendo a Eletronuclear

Operação descontaminação

Bretas conclui que Temer liderou organização criminosa envolvendo a Eletronuclear

Prisões de ex-presidente e de ex-ministro decorrem de três operações da Lava Jato

As prisões do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco na Operação Descontaminação, nesta quinta-feira (21), têm como pano de fundo as operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, decorrentes da Operação Lava Jato. O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, concluiu que Temer liderou organização criminosa envolvendo a Eletronuclear, ao apurar contrato milionário da Eletronuclear para a construção da usina de Angra 3, paralisado por suspeitas identificadas pela Lava Jato. “Por sua posição hierárquica como Vice-Presidente ou como Presidente da República do Brasil (até recente 31/12/2018), e a própria atitude de chancelar negociações do investigado [coronel Lima] o qual seria, em suas próprias palavras, a pessoa “apta a tratar de qualquer tema”, é convincente a conclusão ministerial de que Michel Temer é o líder da organização criminosa a que me referi, e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos”, diz o juiz na decisão. O contrato de R$ 162 milhões firmado pela multinacional AF Consult passou pela subcontratação da AF Consult do Brasil, que tem a Argeplan em seu quadro societário. E a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que a empresa pertence de fato ao ex-presidente Temer, por meio de um de seus sócios o coronel João Baptista Lima Filho, outro alvo da operação de hoje. Ao lado da Argeplan, a empreiteira Engevix também foi subcontratada para a obra. Em 2016, um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, tentou, sem sucesso, fechar um acordo de delação com o Ministério Público. Ele relatou que o coronel Lima cobrou dele R$ 1 milhão para a campanha de Temer em 2014, em contrapartida à subcontratação da empreiteira. Veja um trecho da decisão do juiz Marcelo Bretas, datada do dia 19 de março: “Verifica-se que os investigados parecem estar vinculados aos supostos membros da organização criminosa, tendo suas funções sido essenciais para os atos, em tese, praticados pela organização criminosa. Em suma, ambos os investigados destacados acima possuem conexão direta com CORONEL LIMA e JOSE ANTUNES SOBRINHO, por meio das sociedades empresariais as quais representam, além de aparente ligação com os demais membros da suposta organização criminosa, o que sinaliza o possível delito de pertinência à organização criminosa e reforça a imprescindibilidade da prisão temporária. Em suma, os delitos imputados aos investigados supramencionados relacionam-se à organização criminosa, à corrupção e ao peculato; presente portanto, o fumus comissi delicti o que viabiliza a decretação da prisão temporária” Segue a lista dos alvos das prisões preventivas da Operação Descontaminação: Michel Miguel Elias Temer Lulia, Coronel João Baptista Lima Filho; Wellington Moreira Franco; Maria Rita Fratezi; Carlos Alberto Costa; Carlos Alberto Costa Filho; Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Mondenegro Gallo. E prisões temporárias foram determinadas em desfavor de Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann. Veja um resumo das investigações sobre Michel Temer na primeira instância, levantado pela Folhapress: NOVAS INVESTIGAÇÕES Eletronuclear O quê: Coronel João Baptista Lima Filho é suspeito de pedir, com anuência de Temer, R$ 1,1 milhão a José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, no contexto de um contrato para a construção da usina de Angra 3 Onde tramita: Justiça Federal no Rio Reforma de casa da filha O quê: Maristela, filha do presidente Michel Temer, e outros são suspeitos de lavagem de dinheiro por meio de reforma na casa dela, em São Paulo. Materiais foram pagos em dinheiro vivo por mulher de coronel amigo de Temer Onde tramita: Justiça Federal em SP Tribunal Paulista O quê: Suspeita de superfaturamento e de serviços não executados pelo consórcio Argeplan/Concremat, contratado por cerca de R$ 100 milhões para realizar obras no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para PGR, Argeplan pertence de fato a Temer Onde tramita: Justiça Federal em SP Terminal Pérola O quê: Suspeita de contrato fictício, de R$ 375 mil, para prestação de serviço no porto de Santos Onde tramita: Justiça Federal em Santos (SP) Costrubase e PDA O quê: PDA, uma das empresas do coronel Lima que consta de relatórios de movimentação financeira atípica feitos pelo Coaf, recebeu da Construbase, em 58 transações, R$ 17,7 milhões de 2010 a 2015. Outro contrato suspeito, de R$ 15,5 milhões, é entre Argeplan e Fibria Celulose, que atua no porto de Santos Onde tramita: Justiça Federal em SP INVESTIGAÇÕES ANTIGAS QUE DESCERAM DE INSTÂNCIA Portos O quê: Temer foi denunciado sob acusação de beneficiar empresas do setor portuário em troca de propina Onde tramita: Passou a tramitar na Justiça Federal do DF em janeiro Jantar no Jaburu O quê: PF e PGR concluíram que Temer e ministros de seu governo negociaram com a Odebrecht, em um jantarem 2014, R$ 10 milhões em doações ilícitas para o MDB Onde tramita: Passou para a Justiça Eleitoral em SP Quadrilhão do MDB O quê: Temer foi denunciado sob acusação de liderar organização criminosa que levou propina de até R$ 587 milhões em troca de favorecer empresas em contratos com Petrobras, Furnas e Caixa Onde tramita: Justiça Federal no DF Mala da JBS O quê: Temer é acusado de ser o destinatário final de uma mala com propina de R$ 500 mil e de promessa de R$ 38 milhões em vantagem indevida pela JBS Onde tramita: Justiça Federal no DF (Com informações da Folhapress)
21/03/2019

Ameaça de atirar em Toffoli leva PF à casa de advogado alagoano filiado ao PT

Ameaças ao STF

Ameaça de atirar em Toffoli leva PF à casa de advogado alagoano filiado ao PT

Advogado petista Adriano Argolo nega ameaça e alega ter Twitter clonado

A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do advogado alagoano Adriano Argolo, na manhã desta quinta-feira (21), no bairro de Guaxuma, em Maceió (AL). Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), Argolo se autointitula nas redes sociais um dos maiores críticos do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus integrantes. E é alvo do inquérito que apura ameaças contra ministros da Suprema Corte, em mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A PF apreendeu o aparelho celular do advogado, sob a acusação de que Argolo teria postado nas redes sociais, em novembro do ano passado, uma mensagem com ameaça de atirar contra o ministro-presidente do STF, Dias Toffoli. A postagem investigada citava a suposta intenção do advogado de ir ao STF e dar um tiro nas costas do presidente da Suprema Corte do Judiciário do Brasil. Durante a operação, a PF apresentou ao advogado a mensagem contante no inquérito, e este negou ter sido o autor da ameaça. E Argolo disse que claramente sua conta no Twitter foi clonada e que nunca seria capaz de proferir qualquer ameaça ao STF, quando entrevistado pela TV Gazeta, nesta manhã. O advogado admite que boa parte de suas postagens é de cunho político e crítico, mas nunca para ameaçar qualquer membro do Poder Judiciário. E disse que foi surpreendido com a chegada dos policiais federais em sua residência, no Litoral Norte de Maceió. “Faço críticas pontuais, tenho cerca de 26 mil seguidores no Twitter e todos percebem que faço diversas críticas políticas. Critiquei o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma, as várias nuances da Lava Jato, mas jamais seria capaz de fazer uma ameaça a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Isto só acontece por uma pessoa que desconhece as leis. Minha conta foi clonada. Nunca postei que gostaria de dar um tiro no tiro nas costas do ministro Dias Toffoli. Só uma pessoa que absurdamente desconhece os trâmites da legislação brasileira faria uma ameaça dessa. Há um incômodo com minhas postagens, que são políticas. Me posicionei contra o impeachment da Dilma e contra vários fatores que considero ilegais da Operação Lava Jato. E é público e notório que clonaram uma conta minha”, argumenta Argolo, ao declarar ser pacífico, não ter armas, nem saber atirar. O advogado disse ter tomado conhecimento hoje da clonagem de sua conta, com a apresentação da postagem pela Polícia Federal. E antecipou que seus advogados entrarão com recurso para trancar o processo, alegando absoluta falta de provas e indícios que o incriminam neste inquérito. Veja uma série de publicações do advogado, criticando o STF e conclamando “luta popular”: O Twitter de Adriano Argolo não mostra a mensagem alvo da investigação e só é possível consultar publicações depois do dia 24 de novembro de 2018. No ferfil, também há críticas ao presidente da República Jair Bolsonaro (STF), chamado de “miliciano nazifascista” em diversas publicações. Sua última postagem foi final da noite de ontem (20), quando disse que “a melhor coisa do mundo é ser nordestino de esquerda”, depois de alertar que sua conta estaria sendo atacada há dias “por uma aliança já esperada de cirominions e bolsominions”. Os alvos das outras ordens judiciais expedidas pelo STF são pessoas que utilizaram perfis nas redes sociais para disseminar mensagens ofensivas e até com ameaças explícitas contras membros do Supremo. (Com informações da Gazetaweb e TV Gazeta de Alagoas)
20/03/2019

Mauricio de Sousa leva frenesi à Câmara, ao inaugurar exposição

Cidadania e tietagem

Mauricio de Sousa leva frenesi à Câmara, ao inaugurar exposição

Tumulto foi causado por fãs da Turma da Mônica, lançada há 49 anos

A presença do criador da Turma da Mônica na abertura da exposição sobre campanhas institucionais ilustradas pelos seus personagens ao longo de décadas levou tumulto aos corredores da Câmara dos Deputados, na tarde desta quarta-feira (20). A exposição “Mauricio de Sousa: Imaginação a serviço da sociedade” foi inaugurada no fim da tarde, no corredor de acesso ao plenário, que foi todo decorado com seus personagens. E logo concentrou dezenas de fãs, que se amontoaram para conhecer o pai da revistinha lançada há 49 anos. O desenhista foi bastante requisitado, não apenas para concessão de entrevistas, mas por pessoas de todas das gerações que curtiram e ainda curtem; fez várias selfies e conversou sobre política com alguns parlamentares. A mostra, realizada em parceira entre a Câmara e o Instituto Maurício de Souza (IMS), traz histórias da Turma da Mônica que fizeram parte de mais de 200 campanhas institucionais, com temas como direito das crianças, inclusão, diversidade, ética e cidadania. E ainda destaca histórias desenvolvidas em parceria com a Câmara, sobre a importância do voto e da participação na vida pública. As visitações da mostra prosseguem até 11 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Fundado em 1997, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos que, por meio de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.
20/03/2019

Rodrigo Cunha fica feliz por liderar em Maceió, mas nega candidatura e saída do PSDB

Eleições 2020

Rodrigo Cunha fica feliz por liderar em Maceió, mas nega candidatura e saída do PSDB

Senador vê reconhecimento do maceioense e nega intenção de trocar de partido

Um dia depois de ser apontado como primeiro colocado no levantamento do Instituto Paraná Pesquisas sobre a sucessão da Prefeitura de Maceió (AL), o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) disse hoje (20) ter ficado feliz com o reconhecimento do maceioense, mas reafirmou que participará ativamente da sucessão do prefeito Rui Palmeira (PSDB) nas eleições de 2020, porém, sem ser candidato. Ao negar para o Diário do Poder que teria interesse de sair do PSDB, Rodrigo Cunha atribuiu sua liderança na preferência de voto dos maceioenses à percepção da população de seu trabalho comprometido e da busca por práticas inovadoras que possam melhorar a vida das pessoas. “Fiquei feliz em ver que a população de Maceió reconhece a minha atuação. O resultado da pesquisa é fruto de um trabalho comprometido com os reais interesses da população, que venho desenvolvendo desde o Procon, passando meu mandato de deputado estadual e culminando com minha eleição para o Senado. Estou na política justamente para buscar práticas inovadoras que possam melhorar a vida das pessoas e a população está percebendo este cenário. Por isso, creio que apareci bem posicionado nas pesquisas. Como já falei, Vou participar ativamente das próximas eleições municipais mas não como candidato”, afirmou o senador mais votado de Alagoas, em 2018. Questionado pela reportagem se está saindo do PSDB, com destino ao Podemos, presidido nacionalmente pela deputada federal Renata Abreu (SP), o Rodrigo Cunha negou haver a articulação de bastidor exposta hoje (20) no site AL1 . “Não tenho intenção ou interesse de sair do partido. E também não estou me movimentando em busca de outro partido”, respondeu. Uma semana depois de revelar ter sido alertado por autoridades e técnicos federais de que o solo do bairro do Pinheiro segue afundando e representa uma catástrofe anunciada, Rodrigo Cunha realiza amanhã uma audiência pública para tratar do tema, na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado, presidida pelo senador tucano.