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Parabéns, Georgete

 

Nessa hora em que todo o brilho de uma medalha de ouro ilumina merecidamente uma criatura, a Rebeca, é bom, e justo que se estenda o tapete vermelha à sua criadora: Georgete Vidor.

Ela, e seu amor pela ginástica artística, possibilitou criar uma ONG, a Qualivida, e com sua credibilidade buscar verbas publicas para a implantação, em todo o estado do Rio, de núcleos da modalidade.

Foram 16. E nossa cidade, Três Rios, foi a que acolheu, aos 14 anos, Rebeca Andrade.

Georgete ao lado de suas alunas, incluindo a campeã olímpica Rebeca Andrade (2ª da direita para a esquerda).

Ela capacitou professores, aparelhou os ginásios e ainda deu exemplos: todas as alunas inscritas deveriam estudar em escolas públicas. Para as particulares, só as mais talentosas, que passariam por uma avaliação.

Quando uma menina de família humilde como a Flavia Saraiva, a Rebeca, teriam essa oportunidade gratuita de fazer esporte?

Pessoalmente, como Secretario de Esporte do Governo Vinicius Farah, acompanhei tudo de perte, da chegada do primeiro aparelho, da primeira inscrição, da longa capacitação da Professora Juliana Fajardo, até que o Flamengo e a Seleção Brasileira por aqui treinasse.

E afirmo a vocês: se cada modalidade esportiva tivesse uma Georgete Vidor à frente o quadro de medalhas não seria, para o Brasil, um quadro de migalhas.

Seria um quadro de glórias e à altura do amor que nosso país tem pelo esporte.

Parabéns, Georgete.

Que todas as modalidades esportivas consigam, um dia, ter à frente pessoas tão determinadas como você.

Rebecas Andrades serão regras, não exceção.

José Roberto Padilha, o Zé Roberto, foi ponta-esquerda do Fluminense, Flamengo e Santa Cruz. Nascido e criado em Três Rios (RJ), mora até hoje na cidade onde nasceu.