Votação fraca de Gonet vira alerta para Messias
O Palácio do Planalto acompanhou a recondução do Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República não exatamente por receio de rejeição ao nome do PGR, mas para aferir a temperatura em uma eventual indicação ao substituto de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Nome em alta para a sucessão é o do ministro Jorge Messias, o “Bessias”, da Advocacia-Geral da União (AGU). O resultado não foi bom. Gonet perdeu votos entre os senadores.
Sinal amarelo
No plenário do Senado a queda foi de 30%. Gonet somou 45 a 26. Em 2023, o PGR consegui 65 votos. O mínimo são 41 para aprovação.
CCJ arisca
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também houve estragos. O PGR caiu dos 23 votos (2023) para 17 na última sabatina.
Pacheco escanteado
Lula pretende retomar essa pauta nos próximos dias. Deve receber o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o senador Rodrigo Pacheco.
Ainda tem isso
Lula prefere Messias, mas teme que a indicação azede negociações com os EUA. O AGU entrou com ações judiciais contra o tarifaço.
Metade das ‘bets’ é ilegal e fatura até R$40 bilhões
Continua ilegal metade do mercado de apostas no Brasil, 51% do total, e fatura entre R$26 e R$40 bilhões por ano. Essas “bets” ilegais, que nem sequer têm CNPJ, sonegam ao menos R$10,8 bilhões em impostos, segundo dados do Ministério da Fazenda citados em estudo da LCA Consultoria para o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável. Apesar disso, em vez de regularizar ou fechar “bets” ilegais, o governo Lula (PT) planeja aumentar a carga tributária daquelas que já pagam impostos.
Carga pesada
Bets legais pagam bem mais que os 12% que têm sido alegados. Na verdade, diz o IBJR, a carga tributária chega a 24,5%.
Custo do desleixo oficial
O governo abre mão de cerca de R$1 bilhão de receita para cada 5 pontos percentuais de participação dos ilegais no mercado de apostas.
Parecem a mesma coisa
Pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que 8 em cada 10 brasileiros não conseguem distinguir entre plataformas de apostas legais e ilegais.
Poder sem Pudor
Claque do eu sozinha
Em Brasília, a então deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) insistiu muito para discursar, em ato por verbas do Fundeb para creches. Os organizadores acabaram cedendo à pressão, apesar do cansaço das crianças presentes. Mas estranharam que cada frase de Janete era saudada por gritinhos isolados de uma fã. Como a tiete exibia um crachá, que esqueceu de esconder, as pessoas se aproximaram para tentar identificá-la. Era uma assessora da própria deputada.
Na marra
Tentando ter algum controle sobre a pauta da Câmara, o presidente Hugo Motta (Rep) suspendeu a reunião de líderes. Diz que a proposta a ser votada na Casa é uma só: o projeto antifacção. A ver.
Pernas trêmulas
O deputado Hugo Motta ainda não se reuniu com o presidente do Senado sobre o projeto antifacção. Tem falado com senadores no varejo. Parece ter medo também de Davi Alcolumbre.
Bombou
Movimentou as redes sociais publicação de Gustavo Gayer (PL-GO) com um organograma da família Lula da Silva. O deputado instou seguidores a lembrarem “dos crimes de cada um dos filhos do Lula”. Fez sucesso.
Ministro nota 10
Rende elogios a discrição do ministro André Mendonça (STF), com decisões firmes e técnicas, como destaca Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). “Fidelidade absoluta à Constituição”, destaca o deputado.
Frase do dia
“O Brasil não pode ser administrado no improviso”
Senador Jorge Seif (PL-SC) sobre dívida pública ultrapassar 78% do PIB
Libera aí
Até o pescoço com o escândalo do INSS, Antonio Camilo Antunes pediu ao Supremo que desbloqueia parte de seu dinheiro. Diz o Careca do INSS que vai usar a grana para pagar dívidas trabalhistas.
Façanhas
Para Kim Kataguiri (União-SP), os protestos de indígenas na COP30 expuseram ao mundo o abismo entre o discurso oficial e a realidade ignorada pelo governo Lula: “O Brasil está insatisfeito” diz o deputado.
Vaias para Boulos
Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) foi muito vaiado na COP-30, e logo de movimentos sociais com os quais deveria dialogar. O motivo da vaia é injusto: o extremista agora defende exploração de petróleo na Amazônia.
Tá fora
A condição revelada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para disputar o Senado é que o projeto da anistia avance no Congresso e que Jair Bolsonaro seja elegível. Ou seja, não deve ser candidato.
Pensando bem...
...a desconhecida agência dirigida por Paulo Capelli está mais para agência de marketing do que de desenvolvimento.