Lula nega apoio ao pai de Motta na Paraíba e azeda o clima com presidente da Câmara
O Planalto estranhou a súbita disposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), em andar com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. Bombeiros entraram em cena para descobrir qual era o desconforto do parlamentar, já que o governo não tem intenção de fazer o assunto andar. O problema é o apoio de Lula aos candidatos ao Senado pela Paraíba. O petista sinalizou apoio a dois nomes, nenhum deles conta com apoio de Motta.
Casos de família
Motta pedirá votos para Nabor Wanderley (Rep), seu pai, que acabou preterido por Lula apesar da submissão do presidente da Câmara.
Lula volátil
O PT estadual até fechou com Motta e vai apoiar as indicações do deputado. O problema é Lula, que escanteou Wanderley.
MDB levou
Lula apoiará Veneziano Vital do Rêgo, para prender o rabo do MDB. O senador precisa renovar o mandato em outubro.
Sem espaço
O outro nome é o de João Azevedo, do PSB, atual governador do Estado. O partido, da chapa de Lula, também terá apoio do petista.
EUA não entendem por que o tarifaço ajuda Lula
Apesar de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sido recebido com deferência especial na audiência do USTR (Ministério do Comércio de lá), os representantes do governo dos Estados Unidos – que têm o papel de julgar a aplicação de tarifas – deixaram claro que não conseguem entender como sanção dessa magnitude pode ajudar politicamente o atual presidente Lula (PT), como alega o pré-candidato de oposição a presidente. A informação é de brasileiros presentes à audiência.
Punição benéfica
Na cabeça dos burocratas americanos, aumentar tarifas prejudica o país e a economia, por isso o “benefício político” tem sido difícil de entender.
Caso recente
Eles ignoram que o PT aposta o tarifaço para vociferar contra os EUA e a oposição, no palanque. No tarifaço de 2025, Lula subiu nas pesquisas.
Ótica e tática
Ao confrontar Trump, líder da maior economia do mundo (e um dos mais rejeitados), Lula tenta se vender como grande adversário dos EUA.
Poder sem Pudor
ACM era dureza
Foi numa greve de motoristas de ônibus em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de “Waldir Moleza” ou “Waldir Lerdeza” o então governador da Bahia e depois ministro Waldir Pires (Defesa) no governo Lula. Chamado de “Toninho Ternura” ou “Toninho Malvadeza”, dependendo do humor popular ou dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas: “Chega de Moleza, queremos Malvadeza!” Tudo o que faltou a Waldir Pires na crise aérea, que ele enfrentaria quando foi ministro.
Encalacrou
Voltou ao STJ o arrastado processo dos respiradores comprados de uma empresa de derivados de maconha pelo governo de Rui Costa (PT) na Bahia, durante a Covid. Foram pagos R$48 milhões, R$12 milhões antes da assinatura do contrato. O material nunca foi entregue.
Trabalho continua
A Copa fez a mídia “esquecer” por uns dias o caso do Banco Master, mas a operação de ontem contra o publicitário Thiago Miranda, contratado de Daniel Vorcaro, mostrou que a Polícia Federal não parou de trabalhar.
Uma saída para Vieira
Para Evair de Melo (Rep-ES), autor da convocação de Mauro Vieira para depor na Câmara sobre a lorota de “risco de ação militar” do EUA, “a única chance de o chanceler não comparecer é ser exonerado antes. Depois da vergonha que fez o Brasil passar, seria a melhor solução”.
Lá, não agradam
Tarcísio errou sobre Marina e Tebet serem “forasteiras”, como Haddad alegou contra ele. Não ofereceria a cara a tapa lembrando que as duas tentam se eleger em São Paulo por não terem chance em seus Estados.
Frase do dia
“Eu tenho certeza de que a Michelle pensa igual a mim”
Flávio Bolsonaro (PL), ao amenizar desentendimento com a ex-primeira-dama
Controle estatal
O Senado aprovou acordo entre Brasil e China que determina que filmes produzidos em parceria entre os dois países sejam considerados “obras nacionais”. Quem vai dar o carimbo é a Ancine... brasileira e chinesa.
Filme queimado
O PT está em vias de desistir de candidatura própria em Minas Gerais e reconhece que a gestão de Fernando Pimentel afundou as chances do partido de ter um nome competitivo. Marília Campos já chutou o balde.
Chega de humilhação
A desistir de disputar o Planalto, o tucano Aécio Neves (MG) sinalizou para que doravante seu nome seja retirado das pesquisas. Além de baixíssima intenção de votos, era o pré-candidato de maior rejeição.
Não empolgou
Não que muita gente tenha colocado fé, mas o Aécio Neves não vai levar adiante a candidatura à Presidência pelo PSDB. Diz o tucano que o foco vai ser estruturar o partido para 2030 e deve adotar a neutralidade.
Pensando bem...
...o ninho dos tucanos fica em cima do muro.