Fundão eleitoral, que faz alegria dos partidos, supera até valores do ‘novo PAC’
O indecoroso valor que os partidos políticos vão receber apenas para torrar nas eleições deste ano, uma montanha de dinheiro de mais de R$4,9 bilhões, supera o que o governo federal de Lula vai investir, até agora, no Programa de Aceleração do Crescimento, o “Novo PAC”. Por mais que a ação não tenha decolado e ameaça ser outro projeto petista que flerta com o fiasco, o valor destinado é de R$4,4 bilhões; R$500 milhões atrás daquilo que caciques políticos vão poder torrar até outubro.
Emergência é o bolso
O fundão bancaria cerca de 15.123 ambulâncias para Unidades de Suporte Básico, ideais em emergências que exigem assistência imediata.
Vergonha na UTI
A fortuna destinada aos partidos também poderia comprar 10.425 do modelo Unidades de Suporte Avançado, conhecidas como UTI móvel.
Dá e sobra
Seria possível destinar duas ambulâncias para cada um dos 5.570 municípios do Brasil e ainda sobrariam 3.983 unidades de socorro.
Fundão da imoralidade
O fundão também supera os R$4,1 bilhões que o governo destinou para construir 1.178 creches e escolas de educação infantil via PAC.
Fim de auxílio a autoridades dormita há 7 anos
Em 2019, uma ideia legislativa para acabar com o auxílio moradia de deputados, senadores e juízes se tornou a sugestão popular de criação de lei de maior sucesso da História brasileira. Com mais de 253 mil assinaturas, se tornou projeto, como manda a lei, e passou a tramitar no Senado. Há quase sete anos chegou à Comissão de Constituição de Justiça como a PEC 222/19, onde permanece imóvel até hoje.
Longa espera
A ideia legislativa foi transformada em PEC em 2019, sem incluir juízes, e até hoje aguarda a designação de um relator para a matéria.
Só legislativo
A PEC veda o pagamento de auxílio-moradia a senador, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.
Pré-requisito
Ideias legislativas precisam obter ao menos 20 mil assinaturas antes de se transformarem em projeto de lei.
Poder sem Pudor
Termômetro de futuro
A pedido do pai, José do Rêgo Maciel, o jovem advogado Marco Maciel ganhou em 1966 um cargo de assessor do governador de Pernambuco Paulo Guerra. Certa vez, Chico Heráclito, folclórico chefe político de Limoeiro, ao chegar no palácio para um encontro com Guerra, encontrou a figura magra e comprida de Marco Maciel, vestindo um terno branco e gravata vermelha. O “coronel” foi logo perguntando ao governador: “O que esse termômetro, filho do Zé do Rêgo, está fazendo aqui?”
Menos de um terço
Após 12 anos desde o acordo original para a compra de 36 aviões caça da Suécia, o governo brasileiro recebeu só 11 jatos da Saab, fabricante dos Gripen. A expectativa é que a entrega seja concluída até 2032.
Rouanet recifense
Em Recife, o vereador Thiago Medina (PL) denuncia a retirada de R$25 milhões da previdência dos servidores para financiar festas na capital pernambucana. A prefeitura aponta denúncia como “narrativa”.
Goiás diferente
O eleitorado goiano quer distância de Lula, aponta pesquisa Numen Data: Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 33,8%, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com 27,9% e Lula (PT) é apenas o terceiro; 26,7%.
Gaúchos anti-PT
Pesquisa Brasmarket aponta que Flávio derrotaria Lula com facilidade no Rio Grande do Sul. O pré-candidato do PL vence o petista no cenário estimulado (43,3% x 26,2%) e até no espontâneo (22,7% x 17,5%).
Frase do dia
Expõe o fracasso de Lula ao tentar relativizar a atuação das facções
Deputado Rodrigo Valadares (PL-SE) ao vigorar classificação de terrorista de facções
Cara de pau
Evair de Melo (Rep-ES) criticou Lula e cia. por tentar faturar com o fim da taxa das blusinhas, que o próprio governo petista criou: “arrecadaram bilhões e tentam vender o fim da cobrança como vitória”.
Esse INSS...
Após o governo Lula restabelecer o “dinheiroduto” para a petista Contag, acusada na CPMI do INSS de tomar R$3,4 bilhões de aposentados, pela primeira vez não foram pagos os proventos previstos para o dia 2.
Calendário
Vai ser na quarta-feira (10) o julgamento dos recursos das chamadas Big Techs contra os decretos de Lula que basicamente criam uma espécie de censura às redes sociais. Quem julga é o “amigável” STF.
Redução na pauta
Se nada mudar, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara analisa amanhã (9) a proposta de redução da maioridade penal. A votação atrasou após manobra protelatória de deputados governistas.
Pensando bem...
...o brasileiro já estava na fogueira antes mesmo da festa junina.