Cláudio Humberto
Coluna CH / 24 de janeiro

Aliados afirmam que Bolsonaro só volta ao Brasil em fevereiro

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Bolsonaro está hospedado em um condomínio fechado, em Orlando, desde dezembro Foto: Divulgação redes sociais

Aliados políticos e amigos de Jair Bolsonaro ouviram do ex-presidente que o retorno ao Brasil deve ficar para fevereiro, e olhe lá. Não há “certeza” do retorno para o mês. A confirmação é só que, se nada mudar, está descartado o retorno em janeiro. O entorno político pressiona o ex-presidente para retornar ao Brasil e encabeçar alguns compromissos com o PL e, principalmente, a eleição para Presidência do Senado.

O escolhido

Para derrotar Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Bolsonaro escalou o senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem já declarou apoio.

Caravanas

No PL, a previsão é que o ex-presidente assuma projetos para fortalecer o partido. Há previsão de viagens ao lado de Michelle Bolsonaro.

Vale ouro

Valdemar Costa Neto, cacique do PL, aposta no capital político de Bolsonaro para fortalecer o partido nas eleições municipais.

Vai ficando

Bolsonaro não está com pressa para voltar. Estuda mudar o visto para turismo, o que lhe garante mais seis meses nos Estados Unidos.

A Americanas agoniza desde a descobertas.

‘Especialistas’ aplaudiram treta nas Americanas

Curiosa característica sobre o rombo bilionário que “ninguém viu”: as lojas Americanas ganharam dezenas de prêmios internacionais e nacionais, nos últimos anos, falseando a percepção de credores e de investidores. Foram homenageadas a governança, administração, diversidade, “equidade”, sustentabilidade e desempenho etc. O pior é que até instituições do mercado financeiro, como Dow Jones e S&P, bajularam as Americanas. A Folha, o Estadão, Ipsos, Brand Finance e Proxy Media também premiaram as Americanas nos últimos dois anos.

E daí?

O S&P Global incluiu as Americanas no anuário 2021 como “movedor da indústria (industry mover)” no quesito sustentabilidade.

Enrola gringo

O site das Americanas lista os diversos “compromissos” da empresa: pacto global da ONU, Net Zero 2030, Business Ambition for 1.5 ºC etc.

Enrola trouxa

O Reclame Aqui, especializado em reclamações, concedeu três ‘ouros’ às Americanas em 2021, incluindo 1º lugar em Grande Rede de Varejo.

Poder sem Pudor

Vaia é aplauso?

Autor de algumas das melhores frases da história da política brasileira, o saudoso ex-ministro Fernando Lyra considerava memorável a reação do ex-senador e ex-ministro Roberto Campos, ao ser tremendamente vaiado por esquerdistas, após uma palestra no Rio de Janeiro: “A vaia é o aplauso daqueles que não concordaram.”

Quem indicou

Johnatan de Jesus (Rep-RR) indicou os três últimos diretores do Distrito Sanitário Indígena Yanomami. Uma operação da Polícia Federal, em novembro, investigou esquema de desvio de recursos. O deputado está em campanha para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Tragédia antiga

O clã Bolsonaro disparou mensagens mostrando que é antigo o descaso com os indígenas. Assassinatos de índios subiram 168% nos governos Lula e Dilma. Em 2008, 419 crianças indígenas sucumbiram à fome.

(Des)prestígio

Ao fim da coletiva, na Argentina, o ex-chanceler Celso Amorim foi o primeiro a ser chamado para falar aos cochichos com Lula sobre o que acabara de ser dito. Só depois chamaram o atual ministro, Mauro Vieira.

Não sabem o que dizem

Após criticar a “grosseria” de Bolsonaro, Lula reagiu agressivamente a pergunta de repórter sobre o Brasil bancar um gasoduto. Disse que não é ministro da Fazenda para saber tudo. Mas o ministro também não sabe.

Frase do dia

“Mais uma bizarrice desse governo”

Deputado eleito Gilberto Silva (PL-PB), sobre a presepada da “linguagem neutra” na Agência Brasil, bancada com dinheiro público

Faz um L

A moeda única entre Brasil e Argentina é desmoralizante para o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Em janeiro, irritado, ele negou o projeto e ainda mandou um repórter “se informar”.

Mais respeito, senhores

Os anfitriões argentinos poderiam ao menos terem feito a gentileza de respeitar a bandeira que estava no cenário da recepção de Alberto Fernández a Lula: o círculo azul era menor que o oficial, desproporcional.

Bom para quem?

A ideia de jerico de criar moeda comum entre o Brasil e a Argentina, que tem problemas graves de inflação, é criticada até mesmo dentro do PT. Roberto Requião, por exemplo, chama o projeto de “erro grave”.

Contingente desfalcado

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), considera pautar projeto do senador Izalci (PSDB-DF) que libera o retorno ao batente de policiais da reserva da PMDF. A expectativa é aumentar o contingente em 30%.

Pensando bem...

...alguém precisa contar a Lula que já existe "moeda única" na Argentina: o Dólar.