Cenas de guerra

Redação

Camionete em alta velocidade 'atropela' 3 carros e 2 motos no sinal, em Maceió
20/10/2018

Acidente envolve seis carros, mata um e deixa cenário de guerra à beira-mar

Cenas de guerra

Acidente envolve seis carros, mata um e deixa cenário de guerra à beira-mar

Camionete em alta velocidade 'atropela' 3 carros e 2 motos no sinal, em Maceió

Uma pessoa morreu, mas os estragos provocados pelo acidente envolvendo três carros, na Avenida da Paz, em Maceió, sugere uma tragédia ainda maior: envolveu uma camionete Hilux, do tipo cabine dupla, duas motocicletas e mais dois carros populares, Hyundai HB20 e Chevrolet Cruze . O acidente ocorreu nas proximidades das Lojas Americanas, em Maceió, no manhã de sábado (20), quando o motorista da Hilux, em alta velocidade, acabou se chocando tom cinco veículos parados no semáforo com luz vermelha. A camionete coduzida por um motorista identificado como Thiago Queiroz Xavier de Barros atropelou três carros e duas motos. Tiago morreu no local. O motorista do carro que pegou fogo foi resgatado a tempo por policiais militares que estavam nas proximidades e não se feriu. Não há marcas de freio na pista, sugerindo que o motorista da Hilux adormeu no volante ou passou mal. Os demais motoristas envolvidos no acidente tiveram ferimentos considerados leves, tanto o motorista do carro que ficou embaixo da Hilux quanto os dois homens que pilotavam as motocicletas e com o motorista da pick up Corola.
20/10/2018

Conheça o que pensam Bolsonaro e Haddad sobre o meio ambiente

Planos de governo

Conheça o que pensam Bolsonaro e Haddad sobre o meio ambiente

Bolsonaro fala em investir em energia limpa no Nordeste e Haddad quer desmatamento zero

Em meio a uma campanha eleitoral focada principalmente na questão das notícias falsas, os desafios do meio ambiente têm sido pouco debatidos pelos candidatos à Presidência da República. Nas propostas de governo entregues pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a questão é tratada de forma diversa e reflete a polaridade entre os presidenciáveis. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) propõe a junção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura e extinção de órgãos de fiscalização ambiental, investimento em energia limpa no Nordeste e prazo menor para concessão de licenças ambientais. Fernando Haddad (PT) propõe taxa de desmatamento zero, demarcação de terras indígenas e redução de impostos para investimentos verdes. Jair Bolsonaro Na proposta do candidato do PSL, não há menção direta ao tema. No trecho dedicado à agricultura, a proposta aponta, sem detalhes, um novo modelo institucional para o setor e que “o primeiro passo é sair da situação atual onde instituições relacionadas ao setor estão espalhadas e loteadas em vários ministérios, reunindo-as em uma só pasta”. O documento sugere que será criada uma “nova estrutura federal agropecuária que teria as seguintes atribuições: Política e Economia Agrícola (inclui comércio), Recursos Naturais e Meio Ambiente Rural, Defesa Agropecuária, Segurança Alimentar, Pesca e Piscicultura, Desenvolvimento Rural Sustentável (Atuação por Programas) e Inovação Tecnológica”. Ainda na área de agricultura, a proposta de governo prevê atender as demandas de “segurança no campo; solução para a questão agrária; logística de transporte e armazenamento; uma só porta para atender as demandas do agro e do setor rural; políticas especificas para consolidar e abrir novos mercados externos e diversificação”. O candidato destaca que o Nordeste será uma das regiões mais beneficiadas por um novo modelo de energia e que “pode se tornar a base de uma nova matriz energética limpa, renovável e democrática”. O programa pretende expandir não somente a produção de energia, mas toda a cadeia produtiva, como instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos, além de firmar parceria com universidades locais para o desenvolvimento de novas tecnologias e instalação de indústrias que tem uso intensivo de energia elétrica. Em entrevistas e durante a campanha, Bolsonaro declarou que pode extinguir o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O candidato do PSL também disse que pode flexibilizar a legislação que regula a exploração econômica de áreas verdes preservadas, inclusive na Amazônia. “O Brasil abre a Amazônia para o mundo explorar seu ouro, enquanto seus garimpeiros são tratados como bandidos”, disse Bolsonaro em sua página do Facebook. “O Brasil não suporta ter mais de 50% do território demarcado como terras indígenas, áreas de proteção ambiental, parques nacionais e essas reservas todas, atrapalha o desenvolvimento. Você quer derrubar uma árvore que já morreu leva dez anos, quer fazer uma pequena central hidrelétrica é quase impossível, não podemos continuar admitindo uma fiscalização xiita por parte do ICMBio e do Ibama, prejudicando quem quer produzir”, disse Bolsonaro a jornalistas durante uma atividade de campanha na cidade de Porto Velho. O texto da proposta de governo afirma que as pequenas centrais hidrelétricas “têm enfrentado barreiras quase intransponíveis no licenciamento ambiental”, que pode superar o tempo de dez anos, segundo o documento. O candidato propõe que o licenciamento ambiental seja avaliado em um prazo máximo de três meses. Em outra ocasião, Bolsonaro também declarou publicamente que não vai conceder “nenhum centímetro de terra” para indígenas e quilombolas. Outra intenção já manifestada por Bolsonaro seria a de retirar o Brasil do chamado Acordo de Paris, que prevê a limitação do aumento da temperatura global abaixo de 2º ou 1,5 graus Celsius. Fernando Haddad A proposta do candidato petista fala na “transição ecológica para a nova sociedade do século 21”. De acordo com o programa, em eventual governo, Haddad irá buscar uma economia de baixo carbono, investir na agroecologia e “garantir práticas e inovações verdes” para impulsionar o crescimento inclusivo, desenvolvimento nacional e bem-estar da população. Os recursos naturais serão protegidos da devastação e que pretende zerar a taxa de desmatamento líquido até 2022, limitando a expansão da fronteira agropecuária. A proposta destaca o papel da Amazônia na criação de políticas inovadoras de transição ecológica. Com relação aos desafios da água, o plano de governo do PT cita investimento na gestão sustentável de recursos hídricos, proteção de aquíferos e lençóis freáticos, recuperação de nascentes, despoluição de rios e ampliação das obras de saneamento e infraestrutura urbana para evitar o racionamento de água. A proposta prevê a revitalização de bacias hidrográficas, como a do São Francisco, e ampliação do programa de construção de cisternas, além de melhoria na gestão de resíduos sólidos. O programa petista diz que vai promover a reforma agrária, a titulação das terras quilombolas e a demarcação das áreas indígenas e assegurar os direitos dos ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, aldeados, entre outros. O candidato do PT propõe políticas de financiamento público para as atividades econômicas de baixo impacto ambiental, além do que chama de “reforma fiscal verde”, para reduzir em 46,5% a incidência de tributos sobre os investimentos verdes de tributos, como IPI, ICMS e PIS/Cofins. A proposta afirma ainda que a reforma fiscal verde que criará um tributo sobre carbono, sem elevar a carga tributária, como adotado em outros país para aumento o custo das emissões de gases de efeito estufa. Na proposta do governo petista, há a intenção de aperfeiçoar o modelo energético com o objetivo de zerar a emissão de gases de efeito estufa da matriz energética brasileira até 2050. O projeto fala em criar um novo marco regulatório da mineração, que prevê “a responsabilização das empresas e pessoas físicas quanto aos impactos ambientais e sociais por práticas que desrespeitem a legislação”. O marco também criaria órgãos de fiscalização e regulação da atividade mineradora e estímulo ao desenvolvimento tecnológico e inovação das empresas do setor, além de instituição de políticas para as comunidades atingidas pela mineração, inclusive com compensação financeira. Com relação ao cumprimento do Acordo de Paris e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o programa de Haddad propõe a criação de um Fundo de Adaptação para apoiar países da América Latina e do Caribe a enfrentar desastres climáticos e o fortalecimento da “cooperação Sul-Sul em mitigação e adaptação”. O candidato petista defende o desenvolvimento de políticas de educação ambiental com a participação de estados, municípios, escolas, universidades, movimentos sociais e instituições da sociedade civil. (ABr)
20/10/2018

Ex-juiz da Suprema Corte do Peru acusado de corrupção é preso na Espanha

Fugiu pelo Equador

Ex-juiz da Suprema Corte do Peru acusado de corrupção é preso na Espanha

Cesar Hinostroza responde por organização criminosa, corrupção e tráfico de influência

A Audiência Nacional da Espanha decretou a prisão preventiva e sem direito a fiança de César Hinostroza, ex-integrante da Corte Suprema do Peru, que fugiu de seu país após ser acusado de liderar um grande esquema de corrupção. Assim que tomou conhecimento do paradeiro de Hinostroza, o governo peruano emitiu uma ordem de prisão e ele foi detido em Madri. A Justiça espanhola decidirá nos próximos dias se ele será extraditado. O juiz é acusado de dos crimes de organização criminosa, tráfico de influência e negociações proibidas com funcionários públicos. Localizado ontem em Madri após pedir asilo político na Espanha, Hinostroza estava proibido de sair do Peru, mas o fez pela fronteira com o Equador no último dia 7, e sua fuga provocou a renúncia do ministro do Interior, Mauro Medina. Hinostroza, que presidia a Segunda Sala Penal Transitória da Corte Suprema, era o juiz mais influente entre os que integravam uma rede de tráfico de influência, favores e prevaricação da qual também participavam políticos e empresários. O caso provocou a cassação de todos os membros do Conselho Nacional da Magistratura e de grande parte dos juízes da Corte Superior de Justiça da província de Callao. (ABr)
20/10/2018

Terrorista será despachado para seu país rapidamente, ‘via Sedex’, diz general

Extradição rápida

Terrorista será despachado para seu país rapidamente, ‘via Sedex’, diz general

Com Bolsonaro na presidência, terrorista Cesare Battisti voltará à Itália

O general Augusto Heleno, integrante do estado-maior da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), faz a ressalva de que não conversou sobre o assunto com o candidato, mas arrisca um palpite bem-humorado para o destino do terrorista Cesare Battisti, que o então presidente e também presidiário Lula acolheu como “perseguido político”. Heleno acha que o bandidão será “despachado rapidamente para a Itália, via Sedex.” A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Battisti foi condenado na Itália duas vezes a prisão perpétua, após assassinar covardemente quatro pessoas por “motivação política”. Preso por assalto, Battisti foi recrutado na cadeia como matador de aluguel do grupo radical “Proletários Armados para o Comunismo”. Alberto Torregiani tinha 13 anos quando viu Battisti matar pai. Também baleado, e na medula, sobreviveu por milagre. Mas ficou paraplégico. Há relatos de que Battisti costumava gargalhar histericamente no rosto de suas vítimas, quando, feridas, agonizavam no chão.