PSB também critica governo por loteamento de cargos

Eduardo critica acordos indecentes do governo Dilma com aliados

InauguraÁ?o da f·brica da Ambev em Itapissuma (PE)As críticas ao loteamento de cargos pelo governo federal e à condução da crise energética pelo governo deram a tônica dos discursos na abertura do seminário do PSB, Rede Sustentabilidade e PSB, ontem no Rio. O deputado Miro Teixeira (PROS), partido da base aliada da presidente Dilma Rousseff, chegou a dizer que o governo “cede à chantagem” e “faz acordos pornográficos”.

Miro tem o apoio de Eduardo Campos e da executiva nacional do PSB para se candidatar ao governo do Rio e teve posição de destaque como “convidado” do seminário. Chegou a ser saudado pela ex-senadora Marina Silva como companheiro que “caminhou ombro a ombro” para a construção da Rede. O deputado federal Alfredo Sirkis, que se lançou candidato à sucessão de Sérgio Cabral (PMDB) em fevereiro, estava no encontro e evitou polemizar. “Estou aqui para discutir programa de governo”, afirmou.

O governador Eduardo Campos, pré-candidato à presidência pelo PSB, também se esquivou ao ser perguntado sobre o assunto. “O Rio tem uma situação muito própria pelo que tem ocorrido no Rio de Janeiro. Temos nomes que são da Rede e que estão no PSB e nomes que são da Rede e fizeram opção pelo PROS, partido que está na base e que, me parece, não definiu ainda que estará na campanha da presidenta Dilma”. Campos disse ainda que nas pesquisas de sondagem, a maioria dos eleitores responde que votaria em branco, nulo ou que não sabe.

“Temos de responder a isso com debate”.

Campos foi recebido pelos delegados do seminário com palavras de ordem. “Um passo à frente/Eduardo presidente”, gritavam os participantes do encontro. Em seu discurso, ele manteve a estratégia de elogiar feitos do governo Lula e insistir que não houve avanços. O governador de Pernambuco também disse que quer debater com

Dilma temas como o setor energético e segurança pública.

“Será que é só (discutir) a próxima eleição, quem vai ser o marqueteiro, quanto tempo de televisão tem, qual é o lixinho que bota para debaixo do tapete – e o tapete está dessa altura. As pessoas estão vendo tudo. Temos que ficar muito calmos para fazer o debate de conteúdo. Incomoda a qualidade do debate que estamos propondo, que não nega as conquistas. É um debate corajoso, de quem não aceita cabresto. E desse incômodo nós não vamos poder poupar a sua excelência, a presidente da República”, discursou Campos.

Loteamento. Além do deputado Miro Teixeira, Marina Silva também usou o termo chantagem para se referir às negociações entra a base aliada e o governo. “Não vamos fazer em hipótese nenhuma fazer a política do quanto pior, melhor. Não queremos com nosso ato favorecer aqueles que usam de chantagem para mais um cargo, mais um ministério, mais um conselho. Vamos apoiar propostas justas e corretas. Queremos governabilidade programática, não pragmática.” AE

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