Ex-secretário denuncia ao MP esquema de fake news no Amapá contra Dr. Furlan
Esquema do governo do Estado é acusado espalhar notˆcias falsas em blogs e sites patrocinados

Um ex-integrante da gestão do ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan formalizou denúncia ao Ministério Público do Estado do Amapá relatando um esquema organizado de disseminação de fake news contra a prefeitura. Diego César dos Santos Silva, ex-secretário Municipal de Articulação Institucional, prestou declaração à Coordenação das Promotorias de Justiça Criminais de Macapá em 24 de junho de 2025, perante o promotor Jander Vilhena Nascimento.
Os ataques seriam coordenados por uma estrutura ligada ao Governo do Estado, tendo à frente a Secretaria de Estado de Comunicação, apontada como responsável por dois contratos firmados com o Governo, com duas agências de comunicação e mídia digital. De acordo com o depoimento, esses contratos serviriam para patrocinar sites e blogs que replicariam, sem alterações, conteúdos negativos contra a prefeitura em centenas de grupos de WhatsApp.
Diego César dos Santos Silva afirmou que parte das pessoas envolvidas na divulgação dos conteúdos possui contrato administrativo com o próprio governo do Estado, e cita como exemplo uma publicação falsa segundo a qual o prefeito teria descartado peixes mortos na praça Floriano Peixoto, além de outra alegando cobrança indevida em programa habitacional. Ainda segundo a declaração, cinco pessoas convidadas a integrar o grupo de divulgação teriam recusado participar, entre elas apresentadores e um radialista local. O depoimento também menciona a existência de um áudio, ainda não formalmente anexado, que teria sido gravado por um colaborador de página política que fazia convites para integrar a suposta rede.
Ao final do depoimento, Diego César dos Santos Silva pediu formalmente que o Ministério Público apure as informações apresentadas, classificando o esquema descrito como uma possível organização criminosa voltada à propagação de desinformação e ao desgaste da imagem da gestão municipal. Até o momento, as alegações constam apenas na declaração prestada ao MP-AP e não foram objeto de decisão judicial ou conclusão de investigação.