Delação atinge quem já não pode se defender

Após delação do ex-diretor da Petrobras, procuradores discutem como tratar casos que atingem autoridades já falecidas

Procuradores da República discutem o tratamento a ser conferido às denúncias do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em depoimentos na delação premiada, contra personalidades já falecidas, como o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, e o ex-governador Eduardo Campos. Eles já não podem se defender, nem tampouco contestar os indícios que foram apresentados pelo delator.

Mais importantes que acusações a políticos falecidos são denúncias, com provas, do ex-diretor contra autoridades vivas, muito vivas.

Segundo o que vazou dos depoimentos até agora, a maior parte do rateio de dinheiro roubado da Petrobras foi com partidos governistas.

Políticos do PMDB e do PP recebiam o equivalente a 1%, cada, de contratos bilionários da Petrobras. Políticos do PT recebiam até 3%. Leia na Coluna Claudio Humberto.

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