Poder sem Pudor




Poder sem Pudor

Consumidor distraído

Consumidor distraído

Participando de uma excursão parlamentar a Nova York, o deputado Germano Rigotto (PMDB-RS) chamou os colegas para acompanhá-lo à conhecida loja Macy's. Queria comprar umas roupas. Vaidoso, ele acabou impacientando os deputados com a demora na escolha. Decidiu ir embora. Já de saída, ele se voltou para o atônito vendedor, cheio de roupas penduradas nos braços, e gritou em bom sotaque gaúcho: “Guarda tudo que volto amanhã, tchê!” O vendedor nada entendeu, nem os colegas de Rigotto, que até hoje não sabem se ele brincava ou esqueceu que ali o idioma era outro.

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Juiz desobediente

Juiz desobediente

O deputado Ney Lopes (PFL-RN) certa vez contou a um grupo de juízes federais um fato que testemunhou no início da carreira. Ele havia chegado a Alexandria e foi logo chamado pra uma conversa com o chefe político local. “Você conhece essa coisa de Justiça? Não estou gostando do juiz daqui.” Ele ficou curioso: “Por que? Há denúncias contra o seu comportamento moral? O coronel esclareceu: “Não é isso, é que ele tem dado sentenças sem falar comigo...”

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Prestes, um elitista

Prestes, um elitista

Transcorriam acalorados os debates na Constituinte de 1945. O líder comunista Luís Carlos Prestes ocupava a tribuna quando foi interrompido mais uma vez pelo deputado Barreto Pinto, que desejava estabelecer uma polêmica com ele. Prestes não lhe deu a menor confiança. Sem retirar os olhos do discurso, ele expressou uma visão surpreendentemente elitista: “Não dou aparte a deputado de 400 votos.” E seguiu em frente.

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Embaixador também nivela por baixo

Embaixador também nivela por baixo

O jornalista Oliveira Bastos fazia visita, no Rioa ao então presidente do BNDES na primeira fase do governo JK, embaixador Roberto Campos. No lado de fora do prédio, manifestantes exigiam sua cabeça, acusado de “tramar contra os interesses nacionais”. Naquele dia, um dos mais completos intelectuais brasileiros, Campos mostrou que tinha senso de humor, embora rastaquera: “O que mais me irrita é a falta de precisão da linguagem deles. Está bem, dá para entender que eles querem a minha cabeça, mas qual delas? Se for esta aqui” – apontou o próprio órgão genital – “não tem acordo!”

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Mineirice explícita

Medo mineiro

Ainda eram confusas as informações sobre o golpe militar quando, naquele 31 de março de 1964, o lendário José Maria Alkmin encontrou Benedito Valadares no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. “Vai para onde, Alkmin?”, perguntou Valadares. Ouviu a resposta: “Para Brasília.” Valadares fingiu acreditar: “Ah, sei.” Benedito abraçou Olavo Drummond, que assistia a conversa, e cochichou: “Ele diz que vai para Brasília para eu pensar que ele vai pro Rio. Mas ele vai é para Brasília mesmo...”

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Tiquinho de presidente

Medo mineiro

Ao saber que um certo marechal Castelo Branco fora indicado presidente, após o golpe de 1964, o deputado Padre Godinho descobriu seu endereço (rua Nascimento e Silva, Ipanema, Rio) e foi lá apresentar cumprimentos. Ficou na portaria, com um amigo, até aparecerem algumas pessoas. “Cadê o homem, o Castelo?” Um deles se identificou: “Sou eu.” Reza a lenda que Padre Godinho se apresentou e foi embora. E cutucou o amigo, referindo-se ao baixinho que virou presidente: “Só isso?”

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Medo mineiro

Medo mineiro

O senador Milton Campos, da antiga UDN mineira, não era conhecido apenas pela honestidade. Também era conhecido o seu cuidado excessivo, para não dizer medo, nas viagens aéreas. Uma vez, voando de Belo Horizonte para Brasília, ao passar por uma turbulência preocupante, ele levou a mão à garganta e ficou pálido. A aeromoça, gentil, perguntou: “O senhor está com falta de ar?” Milton Campos respondeu amavelmente: “Não, minha filha. É falta de terra mesmo”.

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Um paciente em fria

Um paciente em fria

O programa de inauguração do Hospital dos Radialistas, no Rio, previa até uma cirurgia a ser realizada pelo então presidente, Juscelino Kubitschek, que era médico em Carlos Frias. Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, não deixaria de fazer uma advertência: “Não é preciso ser Carlos para entrar em frias. E fígado não é rins, que todo mundo tem dois...”

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