Poder sem Pudor




Poder sem Pudor

Gracinhas de deputados

Gracinhas de deputados

A deputada estadual Heloneida Studart (PT) combinava entrevista com uma repórter de Brasília, que não a conhecia, e descreveu assim a subcomissão parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio que chegaria à capital: “É simples você nos achar. Sou baixinha, gordinha e bastante sorridente. Já a minha colega Graça Matos (PMDB) é alta, esbelta e muito elegante. O meu colega Leandro Sampaio (PMDB) é gordinho, calvo e bem bonitinho...”

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O Papa na campanha

O Papa na campanha

Após uma derrota para o Senado, Américo Farias candidatou-se ao governo de Santa Catarina, apesar das escassas possibilidades, e visitava Rio do Sul, no Vale do Itajaí, quando encontrou o deputado Alexandre Traple: “Como vai, meu senador?” saudou-o o deputado, simpático. Farias cortou: “O senhor está falando com o futuro governador!...” Traple não resistiu à piada: “Piacere, sone il Papa (Prazer, eu sou o Papa).”

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Política zoológica

Política zoológica

Na época do tucanato, o petista Tilden Santiago era deputado em Minas e visitava o município do Serro. Papeando com o vereador Dílson Carmindo (PSDB), inimigo de outro vereador, Herth Alves (PFL), Tilden provocou: “Se FHC fizer uma aliança com o PFL, você se alia ao seu colega Herth?” O vereador descartou, coçando a orelha: “Moço, aqui, tucano é tucano, camaleão é camaleão!

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Comuna no muro

Comuna no muro

Na ilegalidade e abrigado no MDB, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) discutia em uma reunião no morro da Mangueira se era o caso de concentrar esforços numa só campanha para deputado no Rio, em 1966, ou em várias. O dirigente Pafúncio quis contribuir para resolver o impasse: “Os camaradas que querem um candidato têm razão e os outros também...” Outro dirigente, Orestes Timbaúba protestou: “Ou é uma coisa ou é outra, camarada!” Pafúncio, o mais mineiro dos comunas, concordou, claro: “A proposta do companheiro tem todo o meu apoio”.

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Tamanho é documento

Tamanho é documento

Em 1995, o deputado Nilson Gibson (PE) fez um vigoroso discurso contra a intervenção no Banco Mercantil de Pernambuco, em sessão da Câmara presidida pelo deputado tucano Wilson Campos, pai de Carlos Wilson, que disputara uma eleição muito dura contra Armando Monteiro, dono do banco. Gibson exigiu a reprodução do seu discurso na íntegra, na “Voz do Brasil”, queixando-se dos 30 segundos de praxe. Wilson Campos respondeu: “A publicação será do tamanho de Vossa Excelência...” O plenário caiu na gargalhada: Gibson era baixinho.

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