Vítimas de Mariana acusam escritório inglês até de ameaça

Tom Goddhead, um dos fundadores do PG, foi tirado do seu comando

Vítimas da tragédia de Mariana (MG) representadas pelo Pogust Goodhead (PG) na ação indenizatória em Londres lotaram as redes sociais com reclamações contra o escritório de advocacia sediado no Reino Unido. Reclamam de terem sido induzidas a não aderir ao Programa de Indenização Definitiva (PID) no Brasil e terem recebido ameaças de multa caso desistam da ação na corte britânica, segundo informa a Coluna Cláudio Humberto desta terça-feira (19), no Diário do Poder.

Com as reclamações crescentes e a migração cada vez maior das vitimas para o PID, Tom Goddhead, um dos fundadores do PG, foi tirado do comando do escritório britânico pelos fundos que financiam a ação inglesa, entre eles o Gramercy.

Os fundos só estão preocupados agora em reduzir os prejuízos que tiveram ao financiar a ação que está fazendo água. Estão propensos a aceitar a proposta da Vale e BHP de pagar cerca de R$ 10,2 bilhões. Desse valor, as vítimas receberão somente a metade – ou seja, cerca de 7 vezes menos do que os R$ 35 bilhões que está sendo pago no acordo de indenização fechado no Brasil.

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