Grupo Fictor pede recuperação judicial após tentar comprar o Master
Empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar dívidas, suspender cobranças e continuar funcionando, evitando a falência

Após tentar comprar o Banco Master juntamente com investidores árabes, o Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, com objetivo de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$4 bilhões.
Recorrendo a recuperação judicial, a empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um tempo e tentar continuar funcionando, evitando a falência. O grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios por 180 dias.
A empresa informou que o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou em nota.
O Grupo Fictor cosnsidera que o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.