Trump desmascara mentiras do Regime Iraniano e exige rendição nuclear em acordo
Presidente americano denuncia desonestidade de Teerã nas negociações e avisa que a Casa Branca não cederá um milímetro na exigência pelo fim definitivo do programa atômico dos aiatolás

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o regime de Teerã nesta sexta-feira (12), acusando o governo iraniano de divulgar intencionalmente informações falsas a respeito das tratativas de um acordo provisório entre as duas nações.
A firme reação da Casa Branca ocorre após agências estatais e fontes oficiais da República Islâmica tentarem minimizar o alcance dos compromissos exigidos pelos americanos no documento de entendimento, distorcendo os termos reais da negociação.
Através de uma publicação em sua rede social, a Truth Social, o presidente americano classificou os relatos vazados por autoridades iranianas como “fracos e patéticos”, garantindo que as versões propagadas pelo regime não condizem com o texto formalmente articulado.
De acordo com Trump, os termos amplamente divulgados pela imprensa de Teerã não possuem qualquer relação com a verdade do que foi estabelecido por escrito entre as delegações de Washington e do país persa.
Em sua declaração, o líder republicano reiterou que a postura evasiva de Teerã comprova a inviabilidade de se conduzir um diálogo baseado na confiança com a atual liderança do país.
Trump rotulou as autoridades do regime teocrático como “pessoas extremamente desonestas” e cravou que, sob tais circunstâncias, não existe possibilidade de uma negociação baseada na boa-fé por parte dos opositores.
A contundente manifestação presidencial foi uma resposta direta à onda de declarações emitidas pela mídia estatal de Teerã nas últimas horas.
A agência oficial IRNA e outros veículos vinculados à Guarda Revolucionária haviam publicado que o memorando provisório em discussão não incluiria novas concessões sobre o programa nuclear iraniano, além de negarem o recuo do país em relação ao controle do Estreito de Ormuz.
A Casa Branca, contudo, mantém de forma intransigente as premissas estabelecidas por Donald Trump na véspera, quando o presidente detalhou as contrapartidas estruturantes do pacto.
A exigência americana foca na renúncia nuclear definitiva e formal por parte do Irã, que deve assumir o compromisso de abandonar categoricamente qualquer ambição ou busca por armas atômicas.
Em contrapartida a esse recuo do regime, os Estados Unidos realizariam o encerramento do bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
Na avaliação expressa pelo presidente dos EUA, a interrupção definitiva da corrida atômica por parte de Teerã representa 95% do objetivo central da diplomacia americana para garantir a segurança global.
Apesar do ruído gerado pelas desinformações do lado iraniano e da firmeza demonstrada por Washington na manutenção das exigências originais, fontes diplomáticas apontam que a assinatura do acordo provisório permanece prevista para o próximo domingo (14), em Genebra, na Suíça.