Trump afirma ter decidido pessoalmente não atacar o Irã: ‘eu me convenci’

Presidente negou influência externa em sua escolha, embora aliados do Oriente Médio tenham atuado para conter a crise

O presidente Donald Trump comunicou, nesta sexta-feira (16), sua decisão de interromper uma iminente intervenção militar dos Estados Unidos contra o Irã. O mandatário vinculou o recuo ao fato de o governo de Teerã ter, supostamente, desistido de levar adiante as execuções de cidadãos que participaram de protestos e estavam sob custódia.

Ao falar com jornalistas na Casa Branca antes de embarcar para o estado da Flórida, o chefe do Executivo fez questão de enfatizar sua autonomia na condução da crise. “Ninguém me convenceu. Eu me convenci”, declarou Trump, ao ser indagado se a moderação partiu de pressões de nações aliadas na região.

Informações divulgadas pela CNN na última quinta-feira (15) indicavam que Arábia Saudita e Catar atuaram diplomaticamente para reduzir o atrito entre Washington e Teerã, além de um contato telefônico realizado por Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

O republicano detalhou que o destino dos prisioneiros iranianos foi um fator determinante em sua análise estratégica. Ele ressaltou que a escolha da cúpula iraniana de não prosseguir com as sentenças de morte pesou favoravelmente para evitar o conflito armado.

Em conversa com a repórter Alayna Treene, da CNN, o presidente celebrou a mudança de postura do regime em relação aos condenados. “Eles iriam enforcar mais de 800 pessoas ontem, e eu respeito muito o fato de terem cancelado isso”, afirmou o líder norte-americano.

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