Trump acusa Irã de romper cessar-fogo após ataque com drones
Presidente dos EUA afirma que forças americanas abateram três drones iranianos e diz que o ataque ameaça o acordo entre Washington e Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que o Irã violou o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países após um suposto ataque com drones contra uma embarcação comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo.
Segundo Trump, ao menos quatro drones teriam sido lançados por forças iranianas contra um navio de carga que navegava pela região.
O líder americano declarou que três dos equipamentos foram abatidos por forças dos Estados Unidos, enquanto um conseguiu atingir a parte superior da embarcação, causando danos materiais sem interromper a viagem do navio.
O presidente classificou a ação como uma violação do cessar-fogo e afirmou que o episódio compromete os esforços diplomáticos em andamento para consolidar um acordo de paz mais amplo entre Washington e Teerã.
As negociações buscam estabelecer regras permanentes para reduzir as tensões militares e tratar de questões relacionadas ao programa nuclear iraniano.
O incidente ocorreu próximo à costa de Omã, em uma área considerada vital para o comércio global de energia.
Estimativas internacionais apontam que cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa pelo Estreito de Ormuz, tornando qualquer ameaça à navegação motivo de preocupação para mercados e governos.
Autoridades americanas atribuíram a responsabilidade do ataque ao governo iraniano.
O navio atingido, de bandeira singapurense, não registrou vítimas entre tripulantes ou passageiros, segundo os relatos iniciais divulgados após a ocorrência.
O episódio representa o primeiro registro de hostilidade relevante desde a formalização do entendimento entre Estados Unidos e Irã para interromper confrontos diretos e restabelecer a segurança da navegação na região.
Pelo acordo, Teerã havia se comprometido a garantir a passagem segura de embarcações comerciais em troca da flexibilização de restrições impostas por Washington.
A nova crise surge em um momento de relativa estabilidade após meses de confrontos e ameaças entre os dois países.
Apesar da acusação feita por Trump, não houve anúncio imediato de novas ações militares americanas, enquanto as negociações diplomáticas seguem em curso.