Sem prestígio: Trump passa reto e deixa Lula no vácuo em foto oficial
Sob risco de tarifaço na economia, petista viaja à França em busca de clemência, mas é ignorado por Trump e expõe fraqueza diplomática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram nesta terça-feira (16) da tradicional “foto de família” com os chefes de Estado e delegações da Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.
Durante o registro oficial que reuniu as principais potências econômicas e os líderes convidados, os dois presidentes mantiveram o distanciamento e não trocaram cumprimentos ou palavras.
Ao subir ao palco para o posicionamento da fotografia, Lula concentrou suas interações com lideranças europeias e do Oriente Médio.
O brasileiro cumprimentou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e conversou com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e com o presidente do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi.
Na disposição final da foto, Lula ficou posicionado ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
Simultaneamente, o presidente americano Donald Trump manteve-se afastado do governante brasileiro, direcionando sua atenção e conversas ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung.
Ao término do registro oficial, quando os líderes começaram a se dispersar em direção à sala de reuniões a portas fechadas, Trump passou à frente de Lula enquanto este dialogava com Ursula von der Leyen, avançando sem que houvesse contato visual ou aperto de mãos entre os dois.
A comitiva brasileira havia antecipado a chegada de Lula à França com o objetivo expresso de tentar viabilizar uma agenda bilateral ou uma aproximação estratégica com a liderança da Casa Branca.
O interesse do governo federal em abrir canais de interlocução ocorre em meio a anúncios recentes de Washington, que incluem a proposta de aplicação de sobretaxas alfandegárias de até 37,5% sobre produtos exportados pelo Brasil, além da recente designação formal das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas transnacionais.
Apesar da expectativa manifestada por integrantes da delegação brasileira de conseguir um espaço na agenda para tratar das barreiras comerciais e mitigar o impacto das novas tarifas de importação, nenhum encontro bilateral ou diálogo reservado foi estabelecido entre Lula e Trump até o encerramento das sessões plenárias iniciais.