Irã recua e aceita veto de Donald Trump e armas nucleares
Sob forte dissuasão de Washington, regime de Teerã cede à principal exigência americana para acordo no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (3) que o regime do Irã aceitou a exigência de não obter ou desenvolver armas nucleares.
A afirmação foi feita durante uma entrevista ao podcast Pod Force One, do jornal New York Post, em um momento estratégico das tratativas diplomáticas conduzidas por Washington.
De acordo com o mandatário americano, o recuo de Teerã ocorreu no âmbito das negociações em andamento para encerrar o conflito na região.
“Nós não podemos permitir que eles tenham uma arma nuclear. E eles já concordaram que não vão ter uma arma nuclear“, afirmou Trump.
Questionado pelo entrevistador sobre os detalhes da concessão, o presidente manteve o posicionamento e destacou que esse compromisso foi estabelecido como a condição central das conversas.
A declaração ocorre em meio a uma forte postura de dissuasão da Casa Branca e após Trump ter rechaçado reportagens da imprensa tradicional que sugeriam que o novo acordo em gestação deixaria o tema nuclear em segundo plano.
Além do veto ao arsenal atômico, os termos defendidos pela administração americana para a pacificação da região e a suspensão do bloqueio econômico incluem exigências severas, como a garantia de livre tráfego e isenção de taxas para embarcações no Estreito de Ormuz, a eliminação de minas marítimas na via e a autorização para que os Estados Unidos localizem e destruam os estoques de urânio altamente enriquecido atualmente em posse dos iranianos.
Na mesma entrevista, o líder americano minimizou os impactos das tensões no Oriente Médio sobre a economia global, afirmando que os indicadores nos Estados Unidos seguem quebrando recordes positivos.
Trump também atribuiu o cenário inflacionário anterior à gestão de seu antecessor, ressaltando que sua política de pressão máxima e reindustrialização tem sido eficaz para reduzir os preços internos enquanto restabelece a autoridade geopolítica americana no plano internacional.