EUA confiscam terceiro petroleiro ligado à Venezuela

Navio Olina, que usava bandeira falsa, é apreendido após perseguição a frota que transportava petróleo venezuelano sancionado

Os Estados Unidos apreenderam mais um petroleiro ligado à Venezuela no Mar do Caribe, marcando a terceira captura de embarcação nesta semana relacionada ao transporte de petróleo venezuelano sancionado. 

O navio, identificado como Olina, utilizava falsamente a bandeira de Timor-Leste e havia partido da Venezuela antes de retornar à região, segundo fonte com conhecimento direto do caso.

De acordo com dados do banco público de navegação Equasis e informações da empresa britânica Vanguard, o sistema de rastreamento do Olina esteve ativo pela última vez há 52 dias na Zona Econômica Exclusiva da Venezuela, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios associados a carregamentos de petróleo venezuelano sob sanções internacionais.

A embarcação fazia parte de uma flotilha que deixou a Venezuela totalmente carregada com petróleo logo após a prisão de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e tentava retornar ao país depois do bloqueio imposto por Washington às exportações venezuelanas. O Olina já havia sido sancionado pelos Estados Unidos em janeiro do ano passado, quando operava sob o nome Minerva M, por integrar a chamada frota paralela usada para driblar restrições internacionais.

Segundo fontes do setor, todo o petróleo transportado pelos petroleiros dessa flotilha pertence à estatal PDVSA. O bloqueio ao petróleo venezuelano segue em vigor “em qualquer lugar do mundo”, conforme afirmou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. A Casa Branca reiterou que o governo de Donald Trump continuará apreendendo navios sancionados, mesmo diante do risco de aumento das tensões internacionais.

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