Trump intensifica ataques ao comunismo em celebrações históricas nos EUA
Em discursos no Monte Rushmore e em Washington, presidente associa comunismo a ameaça às liberdades e defende controle migratório

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a fazer duras críticas ao comunismo durante as comemorações pelos 250 anos da Independência norte-americana.
Em dois discursos realizados no fim de semana (um no Memorial Nacional do Monte Rushmore, no Estado de Dakota do Sul, e outro no National Mall, em Washington) o republicano afirmou que a ideologia representa uma ameaça direta às liberdades e aos princípios que, segundo ele, marcaram a fundação do país.
Diante do monumento que homenageia os ex-presidentes George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, Trump exaltou a história do país e afirmou que os norte-americanos devem preservar o legado deixado pelos fundadores da nação.
O presidente declarou que os cidadãos dos Estados Unidos derrotarão o comunismo e reiterou que o país “nunca será comunista”.
Durante a fala, Trump também relacionou sua agenda de combate ao comunismo à política migratória.
O presidente afirmou que pessoas que, segundo sua avaliação, não compartilham dos valores americanos não devem permanecer no país, defendendo medidas rigorosas de imigração e reforçando o discurso de fortalecimento das fronteiras.
O republicano aproveitou a ocasião para criticar setores progressistas do Partido Democrata, argumentando que existe um avanço de ideias que considera incompatíveis com os princípios históricos dos Estados Unidos.
Segundo Trump, o país vive um momento decisivo para preservar sua identidade nacional e suas instituições.
Em seu pronunciamento no National Mall, realizado durante as celebrações oficiais do Dia da Independência, Trump voltou a defender a aprovação do projeto conhecido como SAVE America Act, proposta voltada ao endurecimento das regras de identificação dos eleitores.
O presidente afirmou que a medida fortaleceria a integridade das eleições e voltou a pedir mobilização de seus apoiadores para as eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro.
As comemorações dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos reuniram apresentações militares, sobrevoos de aeronaves, shows e uma grande queima de fogos em Washington.
O discurso presidencial ocorreu após atraso provocado pelas condições climáticas, mas o evento foi mantido e integrou a programação nacional da data cívica.