Putin sinaliza negociação, mas Rússia mantém ofensiva na Ucrânia

Kremlin afirma que presidente russo continua aberto ao diálogo, enquanto operações militares seguem em meio ao impasse com Kiev

O Kremlin afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, continua disposto a buscar uma solução diplomática para o conflito com a Ucrânia, mas sustentou que as operações militares permanecem em andamento porque, segundo Moscou, Kiev não demonstra disposição para negociar nas condições defendidas pelo governo russo. 

A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que reiterou que a Rússia considera a via diplomática como um caminho possível para alcançar os objetivos definidos pelo governo de Putin.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que as Forças Armadas russas seguem ampliando uma zona de segurança ao longo da fronteira, medida que Moscou justifica como resposta ao aumento de ataques ucranianos em território russo. 

Segundo o governo russo, a continuidade da campanha militar está ligada ao entendimento de que não há, neste momento, sinais concretos de avanço nas negociações.

O Kremlin sustenta que a expansão da chamada zona tampão busca reduzir riscos de ataques contra regiões russas próximas à fronteira, enquanto os confrontos continuam em diferentes frentes da guerra. 

A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, permanece sem um acordo de cessar-fogo.

Nos últimos meses, ambos os lados intensificaram operações militares, incluindo ataques com drones e mísseis, o que tem dificultado a retomada de negociações de paz e mantido o cenário de instabilidade na região.

Apesar das declarações do Kremlin sobre a disposição para negociar, não há, até o momento, confirmação de uma nova rodada de conversas diretas entre Moscou e Kiev. 

As posições das partes continuam divergentes em temas considerados centrais, como garantias de segurança, controle territorial e as condições para um eventual acordo que encerre o conflito.

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