Trump diz que Irã ‘vai pagar o preço’ após falhar com acordo

Forças Americanas têm entrado em confronto com a ditadura iraniana nos últimos dias

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o Irã demorou em negociar um acordo de paz para dar fim à guerra do Oriente Médio e, por isso, irá “pagar o  preço”, sem disponibilizar mais detalhes.

O anúncio foi feito através de sua rede social, a Truth Social, em conjunto com a série de ataques a forças iranianas após eles derrubarem um helicóptero americano na segunda-feira (8).

“As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!! Presidente DONALD J. TRUMP”, disse o republicano.

Os países têm trocado ataques nas últimas horas, com forte retaliação do governo americano. Na noite desta terça-feira (9), forças americanas atacaram uma base iraniana, localizada perto do Estreito de Ormuz, em resposta à queda do helicóptero.

O Irã logo acionou seu ataque, destinando mísseis a bases americanas no Bahrein e no Kuwait.

A Jordânia também relatou ter interceptado mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, que abrigava forças norte-americanas. Os projéteis, segundo a mídia iraniana, tinham como alvo hangares de caças F-35 e um centro de comando.

Os ataques representam uma das maiores trocas de hostilidades desde que Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo, em abril, para avançar nas negociações de paz.

O cenário atual representa instabilidade nas negociações de um acordo de paz no Oriente Médio.

Pelas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqae, disse que o país prefere “a linguagem da diplomacia”, mas que “sabe falar outros idiomas também”. “Nossas Forças Armadas Poderosas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta”, frisou.

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