Irã e Nova Zelândia entregam espetáculo ofensivo e empatam em duelo frenético

Com recorde histórico de Elijah Just e reação heróica do time iraniano o placar de 2 a 2 incendeia a disputa por vagas no Mundial

O SoFi Stadium, em Inglewood, testemunhou o que muitos já consideram um “jogo surpresa” da Copa de 2026.

Diante de um público de 70.108 torcedores, o empate em 2 a 2 entre Irã e Nova Zelândia entregou um espetáculo de resiliência e alternância de domínio que desafiou as expectativas para o grupo.

Enquanto a Nova Zelândia entrou em campo como a seleção de pior ranking do torneio (85º), buscando sua primeira vitória em Copas, o Irã enfrentava obstáculos logísticos severos, devido a tensões políticas, a equipe não pôde dormir nos EUA, operando em um esquema de bate-volta de Tijuana, no México, para as partidas.

Apesar do favoritismo iraniano, foram os neozelandeses que ditaram o ritmo inicial com uma postura ofensiva surpreendente.

O capitão Chris Wood foi a peça central, atuando como um pivô clássico para distribuir o jogo.

Logo aos 7 minutos, a zebra deu as caras, Chris Wood dominou um lançamento longo com maestria, tabelou com Sarpreet Singh e serviu Elijah Just.

O atacante do Motherwell levantou a bola para si mesmo e disparou um voleio imparável de dentro da área, fazendo história ao abrir o placar para a Nova Zelândia.

O gol sofrido serviu como um despertador para os iranianos.

O capitão Mehdi Taremi quase empatou aos 22 minutos, após uma arrancada do meio-campo que terminou com um chute potente carimbando a trave direita de Max Crocombe.

O jogo tornou-se um tiroteio, com o Irã forçando o goleiro neozelandês a intervenções difíceis antes do intervalo.

A pressão iraniana surtiu efeito aos 32 minutos após uma jogada confusa na área e um chute bloqueado de Shahriyar Moghanlou, a bola sobrou viva para o lateral Ramin Rezaeian, que apareceu com oportunismo para conferir de perto e levar os torcedores iranianos ao delírio no SoFi.

Pouco antes do fim da primeira etapa, o Irã chegou a comemorar a virada quando Ali Nemati cabeceou para as redes, mas o gol foi prontamente anulado por impedimento após revisão do VAR.

A segunda etapa manteve a intensidade frenética.

A Nova Zelândia, longe de se intimidar com a recuperação iraniana, continuou explorando a conexão Wood-Just com precisão cirúrgica.

Aos 54 minutos, a dupla brilhou novamente, Elijah Just conduziu em velocidade, realizou mais uma tabela rápida com Wood e bateu cruzado, vencendo Beiranvand.

Com este gol, Just tornou-se o primeiro jogador da história da Nova Zelândia a marcar dois gols em uma única partida de Copa do Mundo.

Com a fadiga da viagem e o calor de Los Angeles pesando, o técnico Amir Ghalenoei promoveu mudanças, incluindo a entrada de Mehdi Ghayedi e Ehsan Hajsafi para oxigenar a equipe.

O Irã, demonstrando uma força mental impressionante diante das adversidades extracampo, buscou a igualdade dez minutos depois.

Em um momento de desatenção da zaga neozelandesa, Saman Ghoddos desferiu um cruzamento primoroso.

Mohammad Mohebi subiu livre de marcação próximo à marca do pênalti e testou firme no canto inferior para decretar o 2 a 2 final.

O apito final selou um empate que manteve a Nova Zelândia sem vitórias em Copas, mas com uma moral renovada após uma atuação histórica de Elijah Just com dois gols na partida.

Para o Irã, o ponto conquistado foi uma prova de caráter diante de um cenário de preparação interrompida por vistos e segurança.

Com Bélgica e Egito também empatando em 1 a 1, todas as equipes do Grupo G somam um ponto, deixando a classificação totalmente indefinida.

Na próxima rodada, o Irã encara a Bélgica novamente no SoFi Stadium, enquanto a Nova Zelândia viaja para Vancouver para enfrentar o Egito.

 

 

 

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