Zinedine Zidane tem acordo verbal para assumir o comando da França
Com a saída de Didier Deschamps o ídolo deve ser anunciado pela Federação Francesa para liderar o ciclo rumo ao Mundial de 2030

A espera de cinco anos parece estar chegando ao fim, após a eliminação da França na semifinal da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha, por 2 a 0, os bastidores da Federação Francesa de Futebol (FFF) entraram em ebulição com a confirmação de que Zinedine Zidane será o sucessor de Didier Deschamps.
Segundo o jornalista especializado Fabrizio Romano, já existe um acordo verbal costurado há meses entre o ex-técnico do Real Madrid e a entidade máxima do futebol francês.
Didier Deschamps, que comanda os Bleus desde 2012, encerrará sua trajetória histórica neste sábado (18), na disputa pelo terceiro lugar do Mundial.
Sob seu comando, a França viveu um período de glórias, incluindo o título mundial de 2018 e a Liga das Nações de 2021.
O treinador, que detém o recorde de mais jogos à frente de uma seleção em Copas do Mundo (27 partidas), já havia sinalizado que não renovaria seu vínculo após o torneio de 2026.
Desde que deixou o Real Madrid em 2021, Zidane adotou uma postura de “espera estratégica”.
O ídolo francês teria recusado propostas milionárias de clubes como Manchester United, Chelsea, Juventus, Paris Saint-Germain e até um contrato de 100 milhões de euros do Al-Hilal, da Arábia Saudita.
Relatos indicam que o técnico também declinou convites para assumir a Seleção Brasileira, mantendo o foco exclusivo no sonho de treinar seu país.
O contrato que aguarda a assinatura de Zidane possui uma característica singular, não teria um prazo final estipulado, permitindo ao treinador liderar o ciclo para a Eurocopa 2028 e a Copa do Mundo de 2030.
Sua estreia oficial está prevista para o dia 25 de setembro, em um confronto contra a Turquia pela Liga das Nações.
Zidane herdará um elenco jovem e tecnicamente robusto, liderado por Kylian Mbappé, que, segundo fontes, está entre os atletas entusiastas da chegada do novo comandante.
O desafio de “Zizou” será dar continuidade à “revolução artística” iniciada por Deschamps, que recentemente mudou o perfil tático da equipe para um esquema 4-2-3-1 mais ofensivo, aproveitando uma geração talentosa de atacantes como Bradley Barcola e Michael Olise.
Como jogador, Zidane foi o herói do título mundial de 1998 e da Euro 2000, curiosamente ao lado de Deschamps.
Como treinador, seu currículo é irretocável, destacando-se o tricampeonato consecutivo da Champions League com o Real Madrid.
Agora, o maior desafio do mito será provar que seu estilo de gestão de grupo e excelência técnica pode elevar a França ao topo do mundo novamente, desta vez do lado de fora das quatro linhas.
O anúncio oficial da FFF deve ocorrer nos próximos dias, logo após o encerramento da participação francesa no Catar, em sinal de respeito ao legado de 14 anos de Didier Deschamps.