‘Vou fazer o quê? Matar ele?’: Rafinha revela bastidores do perdão a Arboleda

Dirigente detalhou a forte cobrança do elenco sobre o zagueiro e justificou a reintegração: ‘Não podemos prejudicar o clube’

O retorno do São Paulo aos gramados após a pausa para a Copa do Mundo trouxe à tona uma das questões mais delicadas do vestiário tricolor, a situação de Arboleda.

Após um mês de ausência não autorizada no Equador, o zagueiro foi reintegrado ao elenco principal, uma decisão que gerou debates intensos entre torcedores e nos bastidores do CT da Barra Funda.

O porta-voz da decisão foi Rafinha, que agora atua como executivo de futebol do clube.

Em entrevista recente, o dirigente não fugiu das perguntas e rebateu as críticas sobre a “permissividade” do clube com uma frase impactante: “O São Paulo penalizou da forma que era possível. Vamos matar o Arboleda? Vamos crucificar o Arboleda? Não posso fazer isso”.

Arboleda havia abandonado o clube sem aviso prévio, retornando apenas após orientações de seu estafe para evitar uma possível demissão por justa causa.

Durante o período de afastamento, o jogador treinou em separado enquanto a diretoria avaliava propostas de transferência.

Segundo Rafinha, embora tenham surgido sondagens de clubes brasileiros, nenhuma negociação avançou devido aos altos valores salariais do defensor.

Diferente do que o silêncio externo pudesse sugerir, a volta de Arboleda não foi um processo simples.

Rafinha revelou que houve uma “cobrança forte” dos companheiros de equipe.

O zagueiro teve que se retratar formalmente diante de todo o grupo e da comissão técnica de Dorival Júnior.

“Conversou com os jogadores. Os jogadores cobraram o Arboleda. O clube penalizou. Mas eu não posso penalizar o Arboleda e, ao mesmo tempo, o São Paulo, deixando ele fora”, explicou Rafinha, ressaltando que o atleta foi multado financeiramente e administrativamente conforme as normas jurídicas permitiam.

A permanência de Arboleda é vista pela atual gestão, agora sob a liderança de Rafinha no futebol após a saída de Rui Costa, como uma necessidade técnica.

O dirigente destacou que o equatoriano é um dos melhores defensores do país e que o clube não teria recursos financeiros para contratar um substituto do mesmo nível no momento. 

Além disso, Rafinha enfatizou a história do atleta no clube: “É o jogador com mais anos de casa, tem história. Entendemos o momento, são coisas pessoais”.

O apoio de Dorival Júnior também foi crucial para que o “perdão” fosse oficializado.

Com a página virada internamente, Arboleda já treina normalmente e deve ser

titular na partida desta quarta-feira (22), contra o Athletico-PR, pelo Brasileirão.

O desafio agora será dentro de campo, onde o zagueiro precisará provar que o compromisso com a camisa tricolor está renovado, enquanto busca reconquistar a confiança de uma torcida ainda ferida pela reincidência de seus atos de indisciplina.

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