Espanha derruba a Argentina e conquista o bicampeonato mundial

Ferran Torres marca na prorrogação e decide o título no MetLife Stadium no jogo que marcou a despedida definitiva de Lionel Messi

A Espanha escreveu mais um capítulo dourado em sua história ao vencer a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026, disputada neste domingo (19), no MetLife Stadium.

Em uma partida de extrema tensão que se estendeu até a prorrogação, o atacante Ferran Torres tornou-se o herói nacional ao marcar o gol decisivo aos 106 minutos, garantindo o segundo título mundial da “Furia”.

O confronto, realizado diante de 80.663 torcedores, foi marcado pelo domínio territorial espanhol e por uma resistência heróica da Argentina, que jogou com um atleta a menos desde os acréscimos do segundo tempo regulamentar devido à expulsão de Enzo Fernández.

Com este triunfo, a Espanha encerra um jejum de 16 anos e junta-se ao grupo dos bicampeões mundiais ao lado de França e Uruguai.

O jogo foi um embate tático claro, onde a Espanha deteve 66% de posse de bola e registrou 15 finalizações contra nenhuma da Argentina durante os 90 minutos iniciais.

A seleção argentina manteve-se viva na disputa graças a uma atuação monumental de seu goleiro, Emiliano “Dibu” Martínez, que realizou 10 defesas no tempo normal, incluindo três intervenções consideradas milagrosas.

Contudo, o cenário mudou drasticamente aos 90+3 minutos, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta dura em Pau Cubarsí e foi expulso.

Na prorrogação, a superioridade numérica espanhola prevaleceu quando Nico Williams escorou de cabeça um cruzamento de Pedro Porro para a finalização certeira de Ferran Torres, que foi eleito o melhor jogador da partida.

A campanha espanhola até a final apresentou paralelos notáveis com a conquista de 2010, começando com um tropeço na estreia (um empate sem gols contra Cabo Verde em 2026 e uma derrota para Suíça em 2010) seguido por uma recuperação sólida com vitórias sobre Arábia Saudita (4 a 0) e Uruguai (1 a 0).

No mata-mata, a equipe de Luis de la Fuente eliminou a Áustria (3 a 0), Portugal (1 a 0), Bélgica (2 a 1) e dominou a França de Kylian Mbappé por 2 a 0 na semifinal.

O técnico espanhol conseguiu revitalizar o DNA do tiki-taka com a verticalidade de jovens talentos como Lamine Yamal e Nico Williams, enquanto o volante Rodri se consolidou como o pilar central da equipe durante todo o torneio.

Para a Argentina, a final representou o “último tango” de Lionel Messi, que, aos 39 anos, buscava seu segundo título consecutivo e o quarto da história do país.

A trajetória da Albiceleste foi marcada por momentos dramáticos, incluindo classificações suadas na prorrogação contra Cabo Verde e Suíça, uma virada histórica contra o Egito e uma vitória emocionante sobre a Inglaterra na semifinal.

Messi encerrou sua participação em Copas do Mundo como o líder técnico da equipe, tendo marcado oito gols e distribuído quatro assistências ao longo da competição, embora tenha sofrido com a forte marcação espanhola na decisão.

O contexto histórico da final também foi alimentado pela viralização de uma foto de 2007, na qual um jovem Messi dava banho no então bebê Lamine Yamal, imagem interpretada pela imprensa como um “batismo” profético entre o ídolo do Barcelona e seu sucessor.

Além do espetáculo esportivo, a final de 2026 inovou com um show de intervalo inédito, coproduzido pela Global Citizen e estrelado por Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, apesar de críticas sobre a “americanização” do evento. 

Como recompensa pelo título, a Espanha receberá uma premiação de US$50 milhões da FIFA e, pela primeira vez na história do torneio, cada jogador campeão será presenteado com anéis de ouro, seguindo a tradição das ligas esportivas dos Estados Unidos.

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