Antonelli desafia o calor e o grid punido no histórico centenário de Spa
Com asfalto acima de 55 graus a estratégia de pneus vira peça chave enquanto Norris e Hadjar buscam recuperação épica no traçado mais longo da F1

O icônico circuito de Spa-Francorchamps se prepara para receber o GP da Bélgica de 2026, uma edição histórica que celebra o centenário das corridas de Grande Prêmio no traçado das Ardenas.
Com seus 7,004 km de extensão e 44 voltas programadas, a pista é a mais longa e uma das mais exigentes do calendário atual, sendo considerada uma das grandes “catedrais” do automobilismo mundial.
A Mercedes chega a esta décima etapa da temporada ostentando uma ampla vantagem de 98 pontos no Mundial de Construtores, enquanto a disputa interna entre seus pilotos incendeia o campeonato antes da pausa de verão europeu.
A luta pelo título de pilotos está concentrada no prodígio italiano Andrea Kimi Antonelli, que lidera a tabela com 179 pontos, seguido por seu companheiro de equipe, George Russell, com 154, e o veterano Lewis Hamilton, com 147.
Antonelli demonstrou sua força ao dominar o segundo treino livre na sexta-feira, superando Lando Norris e Max Verstappen após uma sessão marcada por interrupções.
Verstappen, que liderou a primeira sessão do dia, busca em Spa um resultado que recupere a competitividade da Red Bull, aproveitando-se de um traçado fluido que historicamente favorece seu estilo de pilotagem.
A corrida de domingo, no entanto, já apresenta um grid significativamente alterado devido a uma série de punições por trocas de componentes além do limite permitido.
Lando Norris perderá dez posições após a McLaren instalar uma nova unidade de eletrônica de potência.
Situação ainda mais drástica enfrenta Isack Hadjar, da Red Bull, que largará do fundo do grid após a equipe optar pela troca de múltiplos elementos, incluindo motor de combustão interna, turbocompressor e sistema de escapamento.
Lance Stroll também foi penalizado em dez posições por exceder o limite do MGU-K, o que deve levá-lo a largar dos boxes.
Um dos fatores determinantes para a estratégia de prova será o *calor atípico* esperado para o domingo.
Embora a chuva seja a marca registrada das Ardenas, as previsões e os dados das equipes apontam para temperaturas de asfalto que podem superar os 55°C, elevando o desgaste térmico dos pneus Pirelli dos compostos C2 (Duro), C3 (Médio) e C4 (Macio).
Esse cenário torna uma estratégia de duas paradas muito mais provável, exigindo que os pilotos gerenciem a energia das baterias e a temperatura dos compostos em trechos de altíssima pressão, como a lendária sequência da Eau Rouge e do Raidillon.
O brasileiro Gabriel Bortoleto, pilotando pela Audi, busca consolidar sua posição entre os novatos e voltar a pontuar após um desempenho sólido nos treinos de sexta-feira (17), onde figurou entre os dez primeiros na sessão matinal.
A largada oficial do GP da Bélgica está marcada para às 10h (horário de Brasília) deste domingo.
No Brasil, a transmissão será realizada ao vivo pela TV Globo, Sportv3 e pelas plataformas de streaming Globoplay e F1 TV, prometendo um espetáculo de velocidade e estratégia no traçado mais extenso da temporada 2026.