Bap afirma que não adotará modelo SAF e promete liderar investimentos no futebol brasileiro

Presidente projeta clube como ‘monstro das Américas’, critica gestão de rivais e diz que Rubro-Negro terá maior poder de gasto até 2029

O Flamengo apresentou, na noite de terça-feira (23), no salão nobre da Gávea, um balanço do primeiro ano da atual gestão. 

Durante encontro com sócios, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, detalhou ações administrativas, apresentou números financeiros e projetou um cenário em que o clube seguirá como associação até pelo menos 2029, sem adotar o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Segundo o dirigente, a tendência no futebol nacional é que os principais clubes migrem para o formato empresarial nos próximos anos, exceção feita ao Rubro-Negro. Bap afirmou que vê dirigentes utilizando dificuldades financeiras como argumento para a venda do controle dos clubes e criticou a entrada de investidores que classificou como “aventureiros”.

No encontro, o presidente citou exemplos de clubes que, em sua avaliação, acabaram transferindo o controle para mecenas após endividamento crescente. Ele também alertou para a presença de grandes grupos internacionais no futebol e defendeu cautela diante de aportes bilionários, afirmando que o Flamengo precisa estar preparado para competir nesse cenário sem abrir mão de sua estrutura associativa.

Bap destacou ainda os resultados esportivos e financeiros da temporada. Em 2025, o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores, alcançando um faturamento superior a R$ 2 bilhões. De acordo com o dirigente, a receita recorrente do clube gira em torno de R$ 1,4 bilhão, o que garante estabilidade mesmo em temporadas sem títulos.

Diante desse quadro, o presidente afirmou que o Flamengo pretende liderar os investimentos no mercado da bola nas próximas janelas de transferências. Em tom de provocação aos rivais, especialmente ao Palmeiras, Bap garantiu que o Rubro-Negro não permitirá que outro clube brasileiro gaste mais em reforços, reforçando o objetivo de transformar o Flamengo em uma potência econômica e esportiva no continente.

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