Subsídio ao diesel pode custar até R$ 4 bilhões e pressiona contas públicas
Programa do governo federal para conter alta dos combustíveis divide gastos com estados e atrai adesão de distribuidoras

O programa de subvenção ao diesel lançado pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis pode gerar um custo de até R$ 4 bilhões em dois meses, segundo a Reuters. A medida prevê divisão dos gastos entre a União e os estados, com cerca de R$ 2 bilhões para cada lado. O subsídio pode chegar a R$ 1,52 por litro de diesel importado, somando benefícios federais e estaduais, e terá validade inicial nos meses de abril e maio, com possibilidade de prorrogação.
A política faz parte de um pacote emergencial para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira, especialmente no transporte de cargas, que depende majoritariamente do diesel. Nesse contexto, a Vibra Energia anunciou que pretende aderir ao programa ainda neste mês. A empresa informou que analisa detalhes técnicos e mantém diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) antes de formalizar a solicitação.
O modelo prevê repasses diretos a importadores de diesel para compensar a diferença de preços no mercado internacional. Parte do custo dos estados será viabilizada por meio de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
O pacote inclui a redução de tributos sobre o biodiesel, com “impacto menor no preço final”. O objetivo é evitar repasses ao consumidor e conter efeitos inflacionários, já que o diesel influencia diretamente o custo do frete e de produtos em toda a cadeia econômica.