Renovação acelerada: conferimos as novidades do BYD Song Plus

O SUV médio plug-in da chinesa passa pelo primeiro facelift, focado no visual, desde que chegou oficialmente por aqui, em 2022

São Paulo (SP) – Atualmente, há uma máxima, atribuída a um autor desconhecido, que diz que a China evolui em 10 anos o que o resto do mundo evoluiu em 100. No universo automotivo esta frase encaixa ainda mais perfeitamente. É perceptível como os veículos chineses desenvolveram de forma super rápida nos últimos anos.

Um ponto que mostra esta evolução é a questão dos conjuntos mecânicos. Apesar de ter melhorado muito ao longo dos anos, a premissa de um motor a combustão ainda é a mesma. Uma explicação super simples, injeta-se combustível em uma câmara (cilindro) que gera gases de alta pressão, que empurra um pistão para baixo, gerando um movimento transmitido para um eixo e para as rodas. Hoje, com a eletricidade, tudo muda muito rápido.

Ao contrário das tradicionais, a BYD atualiza rápido seus veículos.

Claro que não foram os chineses que inventaram os veículos eletrificados, mas eles estão “se aproveitando” bem deste fator e evoluindo de forma super rápida a forma de fazer veículos. E, se na parte mecânica o desenvolvimento está ligeiro, no que se refere ao design então, as mudanças são ainda mais aceleradas. Normalmente, o tempo de atualização visual de um veículo de marca tradicional é na casa de quatro a cinco anos.

Já uma montadora como a BYD, muda o estilo de seus veículos de forma bem mais rápida, na metade do tempo tradicional, antes dos três anos de vida do modelo, como vimos ano passado com o Tan e, agora, como Song Plus. O SUV médio foi lançado por aqui no fim de 2022 e acaba de ganhar seu primeiro facelift, dois anos e meio depois. Fomos até a capital paulista ver de perto tudo que mudou nele e, agora, trazemos as “Primeiras Impressões”.

Precificação

Em um mercado inflacionado, o Song até que tem preço interessante.

Um detalhe curioso, que também é um advento das marcas chinesas presentes no Brasil, principalmente da BYD, é o preço. Apesar da atualização no visual e uns pequenos detalhes de equipamentos, o Song Plus se mantém no mesmo valor praticado até então na linha 2025, R$ 249.800. Mas o mais curioso é que, ao contrário do comum, ele passou por uma redução desde quando foi lançado, lá no fim de 2022. Antes, custava R$ 269.990.

A concorrência é direta e reta, os principais são os conterrâneos GWM Haval H6 PHEV19 (R$ 245.000), Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV (R$ 219.990) e Jaecoo 7 (R$ 249.990). Há ainda outros SUVs médios híbridos plug-in no mercado, mas com preços surreais, como o Jeep Compass 4xe (R$ 347.300) e o Toyota RAV4 (R$ 402.420). Sem falar em rivais somente a combustão que custam igual ou mais caro.

Foco principal

A dianteira foi completamente reformulada.

Quando foi apresentado por aqui, o Song Plus chamou muita atenção por diversos fatores. Do nível de equipamentos ao conjunto mecânico eletrificado e, claro, pelo visual, um misto de arrojo com elegância, visto tanto na carroceria, quanto no interior. Agora, com o primeiro facelift, ele ganha um estilo mais premium, apresentando um ar ainda mais refinado.

Durante a apresentação de lançamento do novo Song, o vice-presidente sênior da BYD do Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que o sucesso da versão Premium, lançada em 2025, fez com que a marca decidisse levar o visual diferenciado para a Plus – além de que, agora, a opção que veio para ser especial, faz parte de forma permanente do line-up do utilitário.

O interior recebe uma nova opção de acabamento em caramelo e preto.

Assim, visualmente falando, as duas configurações são idênticas. Além disso, primeiro foi o Tan, agora é a vez do Song Plus perder a gigante grade que dominava toda a dianteira do veículo. No lugar dela, a marca passa a usar uma peça bem mais fechada, em um estilo mais próximo de modelos elétricos. O para-choque também foi completamente redesenhado e passa a contar com detalhes horizontais, seguindo a linha do DRL.

O conjunto óptico frontal, como um todo, também foi alterado. Os faróis estão ainda mais finos e a luz de circulação diurna não está mais vinculada às lentes, mas sim de forma separada logo abaixo. Além disso, o skidplate, as rodas e o capô, mais focado na parte frontal dele, também foram redesenhados. No mais, o visual continua o mesmo.

Como um bom SUV médio, o espaço traseiro é generoso.

O interior não teve o desenho alterado. Mas agora conta com uma nova opção de acabamento. Além do azul e cinza, já característico da marca, ele passa a contar com uma combinação em caramelo (quase marrom) e preto. Assim, os grandes destaques da cabine do Song Plus permanecem, a tela rotativa da central multimídia e o teto solar panorâmico.

Ainda sobre o acabamento, tudo é muito bem-feito, sem qualquer tipo de rebarba ou peça mal encaixada. Como um bom SUV médio, ele leva três adultos com certo conforto, principalmente por não ter um túnel central elevado e ainda conta com saída de ar para os ocupantes do banco traseiro. O porta-malas leva excelentes 552 litros.

Ainda melhor

O teto solar gigante e panorâmico segue como destaque.

Além do visual e conjunto mecânico eletrificado, outro ponto que sempre chamou a atenção do Song é a ótima lista de equipamentos de série. A BYD mantém o excelente nível dele e ainda agrega dois novos itens, o head-up display e chave NFC/Bluetooth com acesso via BYD App, que permite controlar o veículo de forma remota até mesmo sem internet.

As novidades se unem ao painel de instrumentos com tela de 12,3 polegadas, central multimídia rotativa com display de 15,6 polegadas e conexão sem fio com celulares, quatro portas USB, carregamento sem fio para celular, bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, iluminação ambiente, atualizações remotas, som premium da Infinity e ar-condicionado dual zone com a saída para a traseira.

A câmera 360º tem ótima visualização pela gigante tela da central multimídia.

Na parte da segurança, retrovisor interno eletrocrômico, câmera 360 graus, freio de estacionamento eletrônico com auto hold, seis airbags, conjunto óptico full LED, monitoramento de pressão dos pneus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, auxiliares de partida e de descida em rampa e sistema Adas de nível dois.

O pacote de auxiliares de condução conta com piloto automático adaptativo, assistente de farol alto, frenagem automática de emergência, alerta de tráfego cruzado traseiro, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa com alerta de saída.

Mesma receita

O conjunto mecânico não foi alterado em nada.

Como falamos, o conjunto mecânico não foi alterado. A receita continua a mesma, com um motor 1.5 aspirado e outro elétrico que, juntos, geram 235 cavalos e, aproximadamente (a marca não divulga a força conjunta total) 40kgfm de torque. Os freios são a disco nas quatro rodas e a suspensão independente nos dois eixos. A bateria é de 18,3kWh de capacidade, o que permite uma autonomia elétrica de 63 quilômetros no padrão PBEV.

Como não houve alterações, ele mantém o uso focado no motor elétrico, com uma condução silenciosa e ágil, típico da tecnologia DM-i, a híbrida plug-in da marca. Durante o lançamento da linha 2026, tivemos um breve contato como SUV médio e podemos ver que ele realmente não mudou em nada na questão da condução.

O sistem híbrido plug-in permite uma condução otimizada como em um elétrico.

O sistema DM-i prioriza o motor elétrico, a não ser que você ative os modos híbrido e Sport ao mesmo tempo, ou pise com vigor no acelerador para, assim o propulsor térmico atuar junto. Dessa forma, no geral, ele conta com uma direção super otimizada, que permite uma condução segura, com manobras realizadas sem qualquer dificuldade, sejam saídas e retomadas de velocidade ou ultrapassagens.

Com isso, o Song mantém a interessante característica de que é possível ter a sensação de conduzir um veículo totalmente elétrico, com excelente resposta do acelerador e zero ruído, mas sem o receio de onde e como carregar a bateria, já que, se ela baixa a um nível crítico, o motor a combustão entra em ação, o que garante uma autonomia total grande.

A opinião do Diário Motor

BYD Song Plus.

Neste primeiro facelift do Song Plus, um dos modelos de maior destaque da BYD no Brasil, a marca foca no visual e mantém a receita de sucesso que une o conjunto mecânico super interessante a ótima lista de equipamentos. Como sempre falamos, design é questão de gosto e, certamente, terá quem prefira o estilo anterior e quem considere este ainda mais moderno. De fato, é que com a nova dianteira, o SUV está mais elegante.

O preço, como sempre, pode ser melhor, mas está dentro do que vemos no mercado brasileiro atualmente e ele ainda custa menos que alguns rivais puramente a combustão. Com uma lista caprichada, conjunto mecânico otimizado e visual renovado, quem procura um SUV médio tem uma excelente opção no Song. Vale a compra! Nota: 8,8.

Ficha Técnica

Motor: híbrido plug-in
Potência máxima: 235 cavalos
Torque máximo: 40kgfm
Transmissão: automática
Direção: elétrica
Suspensão: independente nos dois eixos
Freios: a disco nas quatro rodas
Porta-malas: 552 litros
Dimensões (A x L x C x EE): 1.670 x 1.890 x 4.775 x 2.765mm
Preço: a partir de R$ 249.800

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*Viagem a convite da BYD

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