Hyundai entra na onda dos SUVs pequenos, fracos e caros com o i20
O mais novo utilitário supercompacto do mercado segue uma receita nada boa: parte dos R$ 100 mil mesmo com motor 1.0 aspirado

A Hyundai é mais uma marca a aderir à onda dos SUVs supercompactos. A marca apresenta o i20 no Brasil, com visual para lá de polêmico e uma receita nada convidativa: versões iniciais com motor 1.0 aspirado e partindo dos R$ 100 mil. Curiosamente, o nome já foi utilizado pela sul-coreana lá fora, para um hatch compacto tipo HB20.
O SUV chega em seis versões, sendo duas com o parco motor 1.0 aspirado de 75 cavalos e 10,2kgfm de torque, aliado a transmissão manual de cinco velocidades e direção elétrica. Um ponto estranho é que os freios a disco nas rodas traseiras estão disponíveis apenas a partir da versão Platinum, nas demais é a tambor.
O visual do SUV supercompacto e nada ortodoxo.
As outras quatro configurações contam com o 1.0 turbo de 115 cavalos e 17,5 kgfm de torque aliado ao câmbio automático de seis velocidades, o mesmo que equipa os irmãos HB20 e Creta. Inclusive, a marca afirma que o i20 chega para ocupar uma lacuna entre o hatch e o utilitário compacto. Além disso, como os irmãos, ele é produzido no Brasil.
O i20 estreia por aqui com o novo conceito mundial de design da Hyundai, o “Art of Steel”. Segundo a marca, nesta ideia, o visual do modelo traz mais referências aos cortes retos característicos do trabalho com o aço. Mas o que surgiu foi um veículo com o desenho para lá de controverso, com linhas super geométricas e estilo que mais parece um hatch bombado do que um utilitário, mesmo que pequeno.
Diversos itens só estão disponíveis nas versões mais caras.
Na dianteira, a linha de circulação diurna atravessa toda a parte frontal do carro interligando o conjunto óptico. O mesmo estilo é visto nas lanternas, que passam um ar de estar faltando algo. A coluna C tem um visual diferenciado, quase toda tampada, para dar um ar mais robusto ao modelo, assim como as molduras nas caixas de rodas e nas saias laterais.
O estilo geométrico é visto na cabine também, que é repleta de vincos, linhas retas e, ao mesmo tempo, detalhes arredondados e curvilíneos. Os comandos do ar-condicionado conseguem ser mais estranhos do que o resto do visual do modelo. O destaque fica pelas telas integradas em uma única peça e ambas de 12,3 polegadas. Mas tudo disponível apenas na versão topo de linha, a Ultimate.
A tela do painel de instrumentos é de série.
Sobre os equipamentos, a versão de entrada, a Comfort (R$ 99.990), vem com seis airbags, controles de tração e estabilidade, sensor de estacionamento traseiro, assistente de partida em rampa, ar-condicionado manual, central multimídia de 10,25 polegadas e painel de instrumentos de 12,3 polegadas, sistema Bluelink, partida por botão e atualizações OTA.
A Limited (R$ 104.990) agrega rodas de liga leve de 16 polegadas, monitoramento de pressão dos pneus e alguns recursos Adas como frenagem automática de emergência, assistentes de centralização e permanência em faixa, detector de fadiga e farol alto adaptativo. A Limited GTDI (R$ 125.990) recebe, além do motor turbo, transmissão automática, volante revestido em couro sintético e grade frontal em preto brilhante.
A X Line é limitada e numerada.
A X Line (R$ 128.990) tem lote limitado – apesar de a marca não afirmar em quantas. Ela é baseada na Limited e ganha apenas elementos de design como logos escurecidos, rodas de 17 polegadas, capas dos retrovisores, grade frontal e protetores do para-choque traseiro em preto brilhante, logo X Line na coluna C, plaqueta numerada, soleiras com a inscrição X Line nas portas dianteiras e tapetes emborrachados com bordas elevadas.
A Platinum (R$ 134.990) acrescenta piloto automático adaptativo, lanternas em LED, carregador por indução, ar-condicionado digital e automático e freio de estacionamento eletrônico. Já a topo de linha, a Ultimate (R$ 139.990) recebe as faixas horizontais em LED, a tela de 12,3 polegadas para a central multimídia e recursos avançados de Adas como assistentes de tráfego cruzado e de saída segura e monitoramento de ponto cego.
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