Geely apresenta o EX5 EM-i, terceiro modelo da marca no Brasil
O SUV médio híbrido chega para disputar em uma categoria que vem crescendo cada vez mais, principalmente com modelos chineses

Há cerca de um ano, a Geely apresentava o primeiro modelo dela no mercado brasileiro, o EX5 elétrico. Agora, a chinesa lança o terceiro veículo por aqui com a variação híbrida do SUV médio, de “sobrenome” EM-i (que aponta a tecnologia de propulsão dele). Já disponível nas lojas da marca pelo país, ele tem três versões e parte de R$ 189.990.
Um ponto curioso é que, apesar de ser o mesmo modelo, mudando apenas o sistema de propulsão, ele tem um visual dianteiro levemente diferente. Por ser híbrido, logicamente há a necessidade de ter uma grade – ou entrada de ar – dianteira. Mas a marca aproveitou e fez pequenas alterações no desenho frontal do utilitário.
A versão híbrida tem pequenos detalhes visuais diferentes da elétrica.
Assim, ele tem um para-choque levemente diferente do irmão totalmente elétrico, com vincos mais esportivos, a grade mais parece uma entrada de ar e fica na porção de baixo da dianteira, fugindo um pouco do padrão clássico de veículos a combustão. Além disso, os faróis também foram levemente redesenhados, mas seguem o padrão finíssimo.
De resto, as laterais são exatamente iguais. Na traseira, há uma leve mudança em relação ao irmão, a posição da placa foi alterada, saiu do para-choque e foi para o meio da tampa do porta-malas, no mais, nenhuma alteração, inclusive nas lanternas em LED.
O interior tem duas opções de cor do acabamento.
O interior segue o mesmo padrão visual também. Painel, telas, volantes são iguais ao do irmão. O que muda são as posições das teclas de comando e do carregador de indução no console central, o desenho dos bancos e as cores do acabamento, que pode ser em um azul escuro ou em caramelo (marrom).
Mesmo com listas de equipamentos diferentes entre as versões, o EX5 EM-i é bem equipado desde a opção de entrada. A opção de entrada, a Pro (R$ 189.990) vem com ar-condicionado digital, dual zone e com saída para a traseira, monitoramento e controle remoto do veículo via app Geely, chave sensorial com partida sem botão e remota.
Como de costume de modelos chineses, as telas são um dos destaques.
Central multimídia com tela de 15,4 polegadas, conexão sem fio via Android Auto e Apple CarPlay, assistente de voz, conectividade wi-fi e 4G, navegação nativa por satélite e atualização OTA, painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas e quatro portas USB.
Na parte da segurança, ele vem de série com faróis e lanternas full LED, controle de tração e estabilidade, auxiliares de subida e descida em rampa, sistema anticapotamento, seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiros, de chuva e crepuscular, câmera de ré e pacote Adas nível 1.
A lista de equipamentos é generosa desde a versão de entrada.
O conjunto agrega piloto automático adaptativo e inteligente, reconhecimento de sinais de trânsito (TSI), assistente de manutenção em faixa, frenagem automática de emergência e
sistema de mitigação de colisão frontal.
A intermediária Max (R$ 209.990) agrega barra de LED integrada aos faróis, teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, luz ambiente dinâmica, bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação e memória para o do motorista, head-up display, som premium, retrovisor eletrocrômico, carregador por indução, sensor de estacionamento dianteiro e Adas nível 2.
Saída de ar e assoalho plano para os ocupantes do banco traseiro.
Nela, o conjunto de sistemas auxiliares acrescenta assistente de mudança de faixa, aviso de abertura de portas, monitoramento ponto cego, alerta, frenagem e mitigação de colisão de tráfego cruzado traseiro, farol alto inteligente e câmera panorâmica 540°. Já a topo Ultra (R$ 234.990) tem os mesmos equipamentos da Max, a diferença fica apenas pela bateria.
As duas primeiras versões vêm com bateria de 18,4kWh de capacidade, o que possibilita rodar cerca de 65 quilômetros no modo puramente elétrico pelo padrão brasileiro, enquanto na topo ela tem 29,8kWh e 112 quilômetros de autonomia. Ambas podem ser carregadas em pontos rápidos, de 30kW para a primeira e de 60kW na segunda.
O conjunto híbrido gera, no total, 262 cavalos.
O conjunto mecânico é o mesmo, com um motor a combustão de 100 cavalos e outros dois elétricos de 218. Curiosamente, mesmo sendo híbrido plug-in, a potência não foi somada, mas sim, combinada. Com isso, o EX5 EM-i tem, no total, 262 cavalos e 39kgfm de torque. Com um tanque de 60 litros, a autonomia total supera os mil quilômetros.
Ele conta com três modos de operação: Electric, Hybrid e Sport. A primeira, como o nome indica, faz o SUV rodar apenas utilizando energia. Na segunda, o sistema alterna entre as diferentes fontes de energia, garantindo consumo reduzido. E a última aciona ambos os motores, para uma aceleração com toda a potência disponível.
O porta-malas tem 428 litros de capacidade.
A parte mais diferente do conjunto mecânico do EX5 é o sistema que vai no “sobrenome” dele, o EM-i. Com ele, o SUV conta com conjunto super híbrido com sete combinações distintas de tração e de gerenciamento de energia. Ele têm três sistemas híbridos em um só, além do PHEV, o HEV e o REEV, ou seja, pode ser carregado na tomada, os motores atuam em conjunto e o a combustão pode ser utilizado apenas como gerador.
No modo “elétrico”, o SUV é tracionado apenas pelo motor elétrico. No “potência máxima”, todos os três propulsores são utilizados. No “autonomia estendida”, a tração do veículo é pelo elétrico principal, enquanto o a combustão alimenta o gerador em série para recarregar a bateria. No “paralelo”, os propulsores elétrico principal e a combustão tracionam o veículo.
Geely EX5 EM-i.
No “tração direta”, apenas o motor a combustão traciona o veículo, em velocidades constantes de cruzeiro. No “recarga”, em marcha lenta ou estacionado, o propulsor a combustão é acionado para recarregar a bateria. E no “recuperação de energia”, em frenagens, descidas e desacelerações, a energia cinética é recuperada para recarregar a bateria. Cada um é ativado automaticamente conforme velocidade, carga do acelerador, inclinação do terreno, demanda energética e nível da bateria.
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