Fiat Fastback ‘híbrido’ tem visual atualizado e mantém motorização honesta
Testamos a versão topo de linha com o conjunto mecânico ‘eletrificado’ do SUV coupé, a Impetus Hybrid, que tem um ganho mínimo no gasto de combustível

Atualmente no universo automotivo, há três tipos considerados bases de conjuntos mecânicos, o puramente a combustão, o híbrido e o totalmente elétrico. Claro que, cada um, tem suas particularidades, sendo a maior delas entre os híbridos.
O híbrido é o veículo que faz uso de dois (ou mais) tipos de sistemas que alinham motores térmicos aos elétricos. Hoje em dia, há três versões mais comuns. O PHEV, ou plug-in, conta com opções de rodagem em três formatos (apenas com o motor elétrico, somente com o propulsor a combustão ou com ambos) e nele as potências são somadas.
O Fastback é um dos modelos que utilizam sistema híbrido leve.
Há também o HEV, ou híbrido pleno, que faz uso do motor térmico aliado ao elétrico, de acordo com a demanda do veículo, onde a potência é combinada. E, por fim, há os MHEV, também chamados de “híbridos leves”. Estes são mais complexos porque algumas entidades, como a Associação Brasileira do Veículo Elétrico não os consideram híbridos de verdade, pelo fato deste sistema não gerar força para as rodas pelo motor elétrico.
E é, justamente, este sistema que vem crescendo cada vez mais. Pois foi uma forma que as marcas encontraram, principalmente, para otimizar o gasto com combustíveis e nas emissões de poluentes, como vemos no nosso “Teste da Vez”, o Fiat Fastback Impetus Hybrid.
Precificação
A Impetus Hybrid é a topo de linha com motor T200.
O Fastback, na versão mais completa com sistema híbrido leve, a Impetus, sai por R$ 169.490, mas pode chegar a R$ 181.800 com os opcionais. A grande questão é que ele tem poucos concorrentes diretos, mesmo utilizando um sistema eletrificado mais simples, não há muitos modelos no porte dele com este tipo de conjunto mecânico.
O único concorrente direto é o primo Peugeot 2008, que na versão GT Hybrid, utiliza o mesmíssimo conjunto e sai por R$ 164.990. Ainda há dois modelos menores, SUVs supercompactos, o irmão Pulse (R$ 147.990) e o Kia Stonic (R$ 154.990). A questão é que, por R$ 180 mil, já encosta em modelos híbridos de verdade, seja pleno ou plug-in.
Atualizado
A grade mudou para seguir o novo padrão visual da marca.
O Fastback, lançado em 2022, passa pela primeira atualização, focada no visual externo. O design do SUV está mais verticalizado, como visto na grade frontal, que foi completamente redesenhada, com linhas mais retas e precisas, acompanhando o novo padrão da marca. A Impetus conta com detalhes escurecidos por toda a carroceria.
O acabamento em preto, que varia de brilhante e fosco, é visto em toda grade (na parte interna e externa dela), nas pestanas acima dos faróis, na parte inferior do para-choque (apesar que o skidplat é em prata), nas capas dos retrovisores, no teto, nos logos, na pequena saia nas laterais, na moldura das janelas, nas rodas e na coluna B.
Por dentro, a grande novidade é opcional, o teto solar fixo.
No interior, a principal novidade é o teto solar fixo panorâmico, mas que é um opcional. Além dele, painéis das portas e bancos foram redesenhados. O interior segue o padrão escurecido da carroceria, com colunas e teto em preto. No mais, o interior segue igual.
O acabamento permanece bom, com peças bem encaixadas, inclusive, finalmente, com o porta-luvas alinhado, e sem rebarbas. Como o espaço traseiro é condizente com a categoria, levando dois adultos com conforto e um terceiro gerando apertos desnecessários. O porta-malas é o maior da categoria, com generosos 600 litros.
Não ‘enche os olhos’
A lista de equipamentos poderia ter evoluído também.
Os itens de série não foram alterados, ou seja, seguem medianos. A Impetus vem com freio de estacionamento eletrônico com auto hold, sensores de chuva, crepuscular e estacionamento dianteiro e traseiro, faróis em LED, retrovisores com ajustes elétricos, assistente de permanência em faixa, alerta de frenagem, retrovisor eletrocrômico, farol alto automático, câmera de ré, quatro airbags e monitoramento de pressão dos pneus.
Na parte da comodidade, ar-condicionado digital com saída para a traseira, chave sensorial, partida por botão e remota, carregador por indução, central multimídia com tela de 10,1 polegadas e conexão sem fio para smartphones, painel de instrumentos digital com tela de sete polegadas, bancos, painéis das portas dianteiras e volante em couro
Pouca diferença
O sistema “híbrido” faz com que ele tenha uma pequena melhora no gasto de combustível.
Como falamos, um sistema MHEV não é exatamente um conjunto híbrido, porque o motor elétrico não gera força para as rodas, apenas auxilia o propulsor a combustão em algumas funções, aliviando a caixa de força térmica. Até por isso, o ganho no consumo não é lá essas coisas. Ao fim do nosso teste, ele marcou 12,7km/h.
O número foi praticamente idêntico ao que aponta o Selo Conpet do Inmetro, que é de 12,6km/l. Mas para se ter uma ideia, o mesmo Fastback com motor 1.0 turbo sem o sistema MHEV, pelos dados PBEV, tem um consumo de 12,1km/h, ou seja, um ganho de apenas 500 metros a cada litro de combustível. Ou seja, 23km rodados a mais a cada tanque.
A direção é honesta, sem pegada esportiva, mas segura.
Com isso, a direção do Fastback “híbrido” não muda em nada em relação às opções sem o sistema MHEV, com motorização 1.0 turbo, claro. O propulsor gera até 130 cavalos e 20,4kgfm de torque, aliado ao câmbio automático CVT e direção elétrica. Aqui, uma curiosidade, apesar de não ser o melhor tipo de câmbio, com um motor pequeno como o T200, o CVT encaixou bem, funciona de forma honesta, as acelerações não são morosas.
Assim, ele deixa a direção confortável e segura, possibilitando realizar manobras com certa facilidade. Claro que passa longe de qualquer esportividade, mas ao menos não é moroso. E ele ainda conta com a opção “Sport”, que deixa a tocada um pouco mais esperta, permitindo acelerações mais vigorosas, mas claro, com um maior gasto de combustível.
A opinião do Diário Motor
Fiat Fastback Impetus Hybrid.
A primeira atualização do Fastback focou no visual, mais da dianteira. O conjunto mecânico com sistema MHEV, que não é novidade, não foi alterado e faz bem a função de “alternador elétrico”, o que garante um mínimo de melhora no gasto com combustível, mantendo a mesma tocada na direção. O destaque permanece o espaço interno, principalmente do porta-malas.
O porém fica, além do preço – que pode chegar em R$ 181.800 –, na parca lista de equipamentos, que poderia ter passado por uma melhoria maior, basicamente a novidade é o teto panorâmico fixo, ele poderia receber alguns outros itens, principalmente de segurança e de auxílio ao motorista. Assim, ele vale o teste com possível compra! Nota: 7.
Ficha Técnica
Motor: 1.0 turbo
Potência máxima: 130/125cv
Torque máximo: 20,4kgfm
Transmissão: automática CVT
Direção: elétrica
Suspensão: independente na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: a disco na dianteira e tambor na traseira
Porta-malas: 600 litros
Dimensões (A x L x C x EE): 1.548 x 1.774x 4.427x 2.532mm
Preço: a partir de R$ 169.490
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