Chegada do inverno pede cuidados a mais com o veículo, veja dicas

O tempo frio exige maior atenção dos motoristas. Manutenção preventiva e troca de óleo ajudam a evitar panes e gastos inesperados

O meio do ano traz para todo o Hemisfério Sul o inverno, iniciado em 21 de junho e que vai até 22 de setembro. O período de tempo ameno e temperaturas mais frias em boa parte do país pede uma maior atenção dos motoristas, com cuidados extras aos veículos, para evitar panes e gastos inesperados.

As temperaturas mais baixas podem comprometer o desempenho de diversos componentes, como bateria, sistemas de partida e fluidos, aumentando o risco de falhas mecânicas. Segundo especialistas da Lwart, empresa de rerrefino de óleos lubrificantes, entre os cuidados mais negligenciados pelos condutores está justamente a troca de óleo.

De acordo com a empresa, é muito comum motoristas priorizarem outros itens da revisão e, por diversos motivos, acabarem deixando de lado a substituição do lubrificante dentro dos prazos e usos recomendados.

“É comum que o motorista só perceba a importância da troca de óleo quando surge algum problema no veículo. No entanto, respeitar os intervalos indicados pelo fabricante é uma das formas mais simples de preservar o motor. Isso vale também para o óleo do câmbio, que é fundamental para a lubrificação e funcionamento da transmissão. A manutenção adequada desses fluidos ajuda a evitar desgastes prematuros e reduz o risco de reparos mais complexos e caros”, aponta Paulo Henrique Cantero, mecânico da Lwart.

O óleo é responsável por lubrificar, proteger e auxiliar na refrigeração das peças internas do motor. Com o tempo, ele perde suas propriedades e, quando utilizado além do período indicado pelo fabricante, pode provocar desgaste prematuro dos componentes, aumento no consumo de combustível e até danos mais graves.

Por outro lado, o lubrificante perde eficiência no frio, principalmente com o veículo desligado. A baixa temperatura aumenta a viscosidade (ele fica mais grosso e denso), o que acaba por dificultar a circulação pelos canais internos do motor na hora da partida. Além disso, os óleos podem degradar quimicamente, separar-se em fases e apresentar estados físicos alterados, ainda mais os não sintéticos.

Quanto mais frio o ambiente, mais espesso o lubrificante fica, o que exige mais esforço da bomba de óleo para fazê-lo circular pelas peças móveis do motor. Nos primeiros segundos após a partida com o propulsor gelado, o óleo demora a chegar em todas as partes (como no cabeçote), gerando um período de maior atrito e desgaste entre os componentes metálicos.

Em casos de frio extremo, óleos minerais muito antigos ou inadequados podem até mesmo criar cristais de cera ou géis, bloqueando o fluxo de lubrificação. Com isso, além do uso correto do lubrificante, em períodos frios, a primeira dica é evitar rotações altas após ligar o veículo. Ou seja, o ideal é esperar, de 30 segundos a 1 minuto, com o motor em marcha lenta para que o óleo circule com a pressão adequada e atinja a temperatura correta.

Outro ponto de atenção são os veículos que permanecem longos períodos sem uso. Mesmo com baixa quilometragem, o óleo sofre processos naturais de degradação e oxidação, o que reforça a necessidade de respeitar os intervalos estabelecidos para a troca, nestes casos, por tempo e não em quilômetros rodados.

Além disso, é sempre bom relembrar que, no frio ou no calor, é importante verificar com regularidade alguns pontos do veículo para evitar maiores dores de cabeça e gastos inesperados. Para isso, basta seguir cinco dicas essenciais:

Respeite os prazos de troca de óleo estabelecidos pelo fabricante. Substitua o filtro de óleo a cada troca do lubrificante. Verifique o estado da bateria, que também tende a sofrer maior exigência em temperaturas mais baixas. Confira pneus, freios e demais sistemas de segurança. E realize revisões periódicas para identificar problemas antes que se tornem mais graves.

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