Audi Q3 chega à terceira geração com fôlego – e diversão – de sobra
Fomos conhecer as novidades do SUV compacto da marca das quatro argolas que é produzido no Brasil

Que os SUVs são os queridinhos do mercado brasileiro – e mundial – todo mundo já sabe. Cada vez mais os utilitários ganham espaço e as ruas país afora. Entre os modelos de luxo, não é diferente, apesar de que a mudança foi mais lenta. No segmento premium, os sedãs resistiram por mais tempo, mas não teve jeito, acabaram sendo “engolidos”.
Uma das provas dessa avalanche é o Audi Q3. O modelo, lançado em 2012, surgiu como mais uma opção entre os utilitários da marca, mas hoje é o carro-chefe da alemã por aqui, inclusive, sendo produzido em solo brasileiro. A terceira geração acaba de ser lançada no Brasil e trazemos agora as “Primeiras Impressões” do renovado – e divertido – SUV.
Precificação
O SUV chega à terceira geração.
A terceira geração do Q3 chega em única versão, a Launch Edition, mas em duas carrocerias, a SUV tradicional, que sai por R$ 389.990, e a Sportback, a opção coupé do utilitário, que custa R$ 399.990. Os valores são relativos, altos, como sempre, mas dentro do mercado de modelos de luxo, na faixa dos principais concorrentes.
Os únicos que contam com modelos de ambas as carrocerias são a BMW com X1 (R$ 385.950) e X2 (R$ 410.950) e a Volvo, mas com os elétricos EX40 (R$ 384.950) e EC40 (R$ 389.950). A Mercedes-Benz tem apenas o CLA 200 (R$ 388.900) no formato tradicional e a Lexus com o UX 300h (R$ 309.900), que foge tanto no preço, quanto na carroceria e motor.
Tradicional
São duas opções de carroceria, Sportback e SUV.
Desde a primeira geração, o Q3 segue o padrão visual da marca, no mesmo estilo dos irmãos maiores, com a terceira não é diferente. Ele lembra bem o desenho visto no Q8 e no Q6, com destaque para a tradicional grade singleframe redesenhada, ainda mais gigante, dominando quase toda a dianteira do veículo.
O para-choque também conta com uma entrada de ar grande. O conjunto óptico mescla a luz de circulação diurna em LED afilada e com três assinaturas diferentes com os faróis principais em peças diferentes, em dois níveis. A unidade com a qual tivemos contato durante o lançamento foi na carroceria Sportback, a coupé do Q3, como diz a regra, ela tem a linha do teto bem inclinada em direção à tampa do porta-malas.
No interior, tudo novo, até o mal posicionado painel de instrumentos.
Chegando atrás, lanternas afiladas e um detalhe curioso, o alemão até entra na onda das luzes traseiras interligadas, mas de uma forma bem própria, com um filete contínuo abaixo das principais. Além disso, as tradicionais “Audi Rings” também estão iluminadas em tom de vermelho para seguir o tom das lanternas e luzes de freio.
O interior segue o mesmo estilo da carroceria, no padrão visto nos irmãos maiores. Ele recebe as telas duplas de 11,9 e 12,8 polegadas em uma peça única inclinada para o motorista (aqui um porém, a do painel de instrumentos ficou estranhamente posicionado, deixando uma borda superior muito grossa e não alinhada com a da central).
Banco traseiro corrediço e com saída de ar e comando de temperatura.
Um ponto curioso, que pode ser estranho em um primeiro momento, mas super funcional, é a barra que recebe os comandos de seta e limpador na parte esquerda, a alavanca do câmbio na parte direita – o que libera espaço em um totalmente repaginado console central. Nele, porta-copos, o freio de estacionamento eletrônico, botões de partida e de volume do som.
O acabamento, que pode ser claro ou escuro, é – como deve ser – impecável, sem qualquer rebarba ou peça mal encaixada. O espaço interno está melhor do que nunca para o Q3, mas aquilo, o ideal são quatro adultos, porque três pessoas atrás é quase impossível, principalmente por conta do túnel central elevado. O porta-malas leva bons 488 litros e pode levar ainda mais (575), graças ao incomum, e inédito na categoria, banco traseiro corrediço.
Afinal, de luxo
O ar-condicionado é de três zonas.
Quando falamos de um veículo de luxo, de R$ 400 mil, alguns equipamentos são mais do que obrigatórios. Na parte do conforto, ele vem com ar-condicionado de três zonas, bancos dianteiros com aquecimento (mas faltou refrigeração) e ajuste elétrico com função memória para o motorista, chave sensorial com acesso por aproximação.
Porta-malas elétrico e função “hands-free”, luz ambiente, teto solar normal na Sportback e panorâmico na SUV, as telas digitais, navegação embarcada, conexão sem fio com smartphone via Android Auto e Apple CarPlay, carregador por indução e som Audi Sound System de 260W de potência
Na parte da segurança, piloto automático adapativo e outros.
De segurança, o Q3 conta com sete airbags, os “básicos” – para a categoria – controles de tração e estabilidade, freio de estacionamento eletrônico e retrovisor eletrocrômico. Além de faróis full LED, acrescidos de DRL com três assinaturas selecionáveis, função “coming leaving home” e farol alto automático.
Ele ainda vem com piloto automático adaptativo com alerta de saída de faixa, assistente de estacionamento plus que permite que o motorista termine manobras iniciadas, assistente de frenagem de emergência na parte dianteira e detector de atenção e sonolência do motorista.
Renovado, divertido e seguro
Motor 2.0 turbo renovado e mais potente.
Para a nova geração, o Q3 vem com um conjunto mecânico renovado também. O motor é um velho conhecido, mas completamente reformulado, o 2.0 turbo EA888 Evo4 – utilizados em diversos modelos do grupo Volkswagen no qual a Audi faz parte. No Q3, ele gera 258 cavalos e 37,7kgfm de torque, ante 231 cavalos e 34,7kgfm.
A transmissão é completamente nova. Sai o câmbio automático de oito marchas e entra o automatizado de dupla embreagem de sete velocidades, que na Audi é batizado de S Tronic, aliado a tração integral quattro e direção elétrica. Com este conjunto renovado, o utilitário vai do zero aos 100km/h em 5,9 segundos, com máxima regulada em 210km/h.
Como sempre, o Q3 é bem divertido, além de seguro, na direção.
E esta renovação é vista na direção. O Q3 está mais divertido e seguro de dirigir do que nunca. A potência extra fez bem ao SUV, mas o câmbio é um show à parte, com trocas precisas, rápidas e sem engasgos. O motorista tem o utilitário na mão o tempo todo. Sem falar na excelência da tração integral, que deixa o veículo sempre no traçado correto.
Assim, qualquer manobra é feita com facilidade – e segurança –, de ultrapassagens a saídas e retomadas. A direção tem aquela firmeza clássica esperada de um Audi, com toques de diversão nas acelerações, mas tudo feito com extremo conforto também. Mesmo com pegada mais esportiva, a suspensão do SUV garante suavidade no rolar.
A opinião do Diário do Poder
Audi Q3 Sportback.
O Q3 é a porta de entrada dos SUVs de luxo dentro da marca das quatro argolas. O preço, como sempre, assusta, mas estamos falando do segmento premium. Ao olhar os principais concorrentes, ele está na mesma faixa de valor. Mas no quesito que importa nesta categoria, o conjunto mecânico, ele deixa os rivais no chinelo, principalmente por conta da poderosa junção do motor 2.0 de 258 cavalos com o câmbio de dupla embreagem.
O visual é arisco, com pegada mais esportiva – apesar do exagero da similaridade com os irmãos maiores, ele poderia ter algo mais próprio – a lista de equipamentos é honesta para um modelo de R$ 400 mil. Falando no preço, mais uma vez, é o que pega, mas para quem busca entrar no universo dos modelos de luxo, ele é uma excelente pedida. Vale a compra! Nota: 9.
Ficha Técnica
Motor: 2.0 turbo
Potência máxima: 258cv
Torque máximo: 37,7kgfm
Transmissão: dupla embreagem de sete velocidades
Direção: elétrica
Suspensão: independente nos dois eixos
Freios: a disco nas quatro rodas
Porta-malas: de 488 a 575 litros
Dimensões (A x L x C x EE): 1.601 x 2.087 x 4.531 x 2.681mm
Preço: R$ 399.990
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