Após cinco meses, mercado automotivo brasileiro segue em alta
De janeiro a maio, o país emplacou quase dois milhões de veículos no geral, só no último mês foram mais de 430 mil unidades vendidas

Cinco meses do ano já se foram e o mercado automotivo brasileiro segue em ritmo acelerado. Os dados no azul, com quase dois milhões de vendas em todas as categorias, mostram os emplacamentos em alta entre janeiro e maio deste ano, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
De acordo com a entidade, nos cinco primeiros meses do ano, o país emplacou 1.930.103 veículos, o que representa uma alta de 7,97% perante o mesmo período de 2024. Somente em maio, foram 438.523 unidades, crescimento de 6,76% diante de abril (410.743) e de 16,48% em relação ao mesmo mês do ano passado (376.494).
Entre os veículos leves, foram emplacados 929.144 nos cinco primeiros meses, uma alta de 6,25% em relação ao ano passado (874.452). Maio fechou com 214.383 vendas, altas de 8,79% perante abril (197.069) e de 17,05% para o mesmo mês de 2024 (183.161).
Caminhões e Ônibus apresentaram uma leve queda na referência maio para abril, de 2,43% (11.302 contra 11.584), mas alta de 2,38% em comparação com o mesmo período de 2024 (11.039). No acumulado do ano, o crescimento foi de 3,38% (56.804 contra 54.948).
As motocicletas seguiram os veículos leves e o mercado no geral, com todos os dados no azul. Em maio, foram 193.350 vendas, altas de 5,84% para abril (182.674) e de 17,55% para o mesmo mês de 2024 (164.487). Nos cinco primeiros meses, foram emplacadas 849.946 unidades, crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2024 (767.079).
“O fato de termos tido volume de dias úteis maior em 2024, na mesma base comparativa com 2025, mostra que estamos em um movimento positivo. Mas alguns fatores estão preocupando e podem comprometer as projeções da Fenabrave, ao longo deste ano. O desempenho do mercado automotivo, em maio, foi positivo, mesmo diante de um cenário macroeconômico nacional desafiador, que trouxe alta das taxas de juros e aumento do IOF”, aponta Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.