Cláudio Humberto
Coluna CH / 03 de março

União Brasil se articula para ganhar presidências da Câmara e do Senado

acessibilidade:
Congresso Nacional - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

Em vias de pacificação desde a destituição de Luciano Bivar da presidência, na quinta-feira (29), o União Brasil deve ser um dos principais partidos do país em 2025. A sigla pode faturar a presidência do Senado, com Davi Alcolumbre (AP), e levar também o comando da Câmara dos Deputados, com Elmar Nascimento (BA). Alcolumbre tem acordo com Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na sucessão. Elmar é preferido de Arthur Lira (PP-AL), que já até atua para eleger o pupilo em 2025.

Briga paroquial

Elmar enfrenta resistência entre petistas por picuinha na Bahia, o PT também acha que a presidência das duas casas é muito poder para o UB

Disputa terceirizada

O PT de Lula não deve lançar nome. O partido prefere apoiar Antônio Brito (PSD-BA), Isnaldo Bulhões ou Marcos Pereira (Rep-SP).

Recente

A última vez que um partido comandou as duas Casas foi entre 2017 e 2019, o DEM com Alcolumbre e o então deputado Rodrigo Maia (RJ).

Histórico

Além do DEM, que se fundiu ao PSL e deu origem ao União Brasil, só o PT, por menos de dois meses (2007), e PMDB conseguiram tal feito.

(Foto: Rovênia Rosa/ABr)

PT e governo forçam sindicatos a sustentar centrais

O esforço do governo Lula (PT) em ressuscitar o imposto sindical tem entre os objetivos forçar, através de Lei, que até os próprios sindicatos repassem verbas às centrais sindicais. Após a reforma trabalhista de 2017, que extinguiu a "contribuição” obrigatória, que distribuía anualmente mais de R$3 bilhões a sindicatos, federações, confederações, e às centrais, como a CUT, as organizações passaram a depender de contribuições voluntárias, como a assistencial.

Fazendo jogo duro

Sindicatos agora se recusam a transferir o dinheiro que recebem às centrais, essas folgadas, e seus dirigentes oportunistas.

Carrapatos sob dieta

Só a CUT perdeu mais de R$62 milhões entre 2017 e 2022, quando recebeu apenas R$276 mil em contribuições.

Dinheiro escasso

As bilionárias contribuições assistenciais ou negociais, e de contribuições associativas, caiu para R$58 milhões, em 2022.

Poder sem Pudor

Defunto elegante

O senador gaúcho Pinheiro Machado marcou uma visita ao hotel onde estava o seu colega Bernardo Monteiro, no Rio de Janeiro. O anfitrião o recebeu vestindo ceroulas comuns e ele não conteve a observação: “Bernardo, você precisa estar preparado para morrer na rua. Vista-se de seda por baixo. Seja um cadáver decente.” Pinheiro Machado seria assassinado alguns anos depois, no Hotel dos Estrangeiros, no Rio. Vestia ceroulas de seda.”

Explica aí

Lula participa nesta segunda (4) da Conferência Nacional de Cultura, em Brasília. Boa oportunidade para explicar a empresas de eventos a insistência de retomar tributação selvagem do setor de eventos.

Negacionismo doentio

Alheio à epidemia de dengue que já infectou mais de 1 milhão e matou centenas, o Ministério da Saúde gasta uma fortuna desde sexta enviando mensagens a celulares dando dicas de como obter absorvente feminino.

Acusador não quis, mas...

A defesa do deputado estadual capitão Assumção (PL), preso no Espírito Santo por ordem do ministro Alexandre de Moraes, disse a esta coluna que a Procuradoria-Geral da República se opôs à prisão do parlamentar.

Mauro Vieira vai à guerra

O Itamaraty só faltou conclamar guerra contra Israel, após suposto novo ataque na Faixa de Gaza divulgado pelo Hamas. Segundo nota oficial, a ação militar “não tem qualquer limite ético ou legal”. E cabe à comunidade internacional “dar um basta” para “evitar novas atrocidades”.

Frase do dia

“Basta olhar para seus ministérios”

Deputada Rosângela Moro (União-SP) e a “igualdade de gênero” preconizada pelo governo

Deram de ombros

Investidores não caíram da bravata de Lula que, por não emplacar Guido Mantega na presidência da Vale, desceu a lenha na mineradora. O pico da ação na semana (R$67,51) foi no dia que o petista criticou a empresa.

Pobre contribuinte

O prefeito de Recife, João Campos (PSB), que pagou R$1,2 milhão a sua agência de redes sociais, foi um dos que posaram para foto com Lula no Alvorada, dias atrás, após um “happy hour” com deputados.

Presepada brasileira

Além de mandar a Meta (Facebook, Instagram, Whatsapp) mudar de nome em 30 dias, a Justiça paulista ainda impôs à gigante “divulgar nos próprios canais” que sua marca pertence a outra empresa, brasileira.

Não pegou

Foi só o 7º assunto mais comentado do Brasil no ‘X', sexta (1º), o que os ativistas chamam de “Pibão do Lula”, após 2,9% puxado pelo agro que ele tanto hostiliza. A seleção de Dorival Jr. dominou o Top 10.

Pensando bem...

...para quem “não se importa com o mercado”, o PT comemorou muito a alta do PIB.

Reportar Erro