Governo Lula fingiu negociar e torceu pelo tarifaço

O governo Lula (PT) esperou até os ‘45 minutos do segundo tempo’ para realizar qualquer negociação significativa com os Estados Unidos, no caso do tarifaço do governo americano. Além de o próprio presidente Lula antagonizar o governo Trump sempre que podia, em seus comícios pré-eleitorais, até o Ministério das Relações Exteriores, responsável pela diplomacia, passou a fazer politicagem em comunicado oficial, insinuando que forças armadas dos EUA poderiam invadir o Brasil.

Sem tempo hábil

Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, revelou: “reuniões construtivas” com o Brasil só começaram nas últimas seis semanas.

Esforço nenhum

Antes disso, o governo havia enviado duas cartas ao governo americano e feito só uma reunião “de alto escalão”, isto é, a visita de Lula a Trump.

Ideia única

O efeito desejado pela administração petista é que o tarifaço produza uma nova alta nas pesquisas de opinião, como ocorreu no ano passado.

Governo vê vitória

Quem vai pagar a conta do tarifaço não é o governo Lula, serão principalmente os exportadores e os trabalhadores atingidos.

Oposição desconfia de corpo-mole de Mauro Vieira

Deputados não vão desistir de ouvir o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que não deu as caras na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e escapou de explicar algumas lorotas envolvendo Brasil e Estados Unidos. A oposição articula nova convocação e, agora, quer saber, por exemplo, se o Itamaraty soube antecipadamente que as tarifas seriam aplicadas e, mesmo assim, pouco fez, como suspeita o deputado Helio Lopes (PL-RJ), que cobrou detalhamento da negociação.

Roteiro eleitoral

Lopes diz que o governo usa o Pix para acusar opositores e inflamar discursos ideológicos nacionalistas: “grave negligência diplomática”, diz.

Motivo master

O deputado cobra explicações sobre as visitas de Daniel Vorcaro a Lula, no palácio, já que os Estados Unidos destacaram a corrupção por aqui.

Dividendos nas urnas

Outra frente já pediu ao Tribunal de Contas da União que investigue o impulsionamento de anúncios do governo Lula sobre o assunto.

Poder sem Pudor

O fogo da juventude

Eliseu Resende era candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves. Inexperiente, cometeu um erro ao criticar a idade do adversário: “Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração. Tancredo não passou recibo. Foi à tevê elogiar o rival e acabar com ele: “Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero...”

Lionel Bolsonaro

Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma analogia futebolística para explicar a exclusão de Jair Bolsonaro do processo eleitoral deste ano e comparou com uma eventual exclusão do jogador argentino Lionel Messi da Copa.

Crise de gestão

Jorge Seif (PL-SC) não engoliu “crise climática” para justificar a alta na inadimplência no agronegócio. Diz o senador que é crise de gestão, “um governo que prefere atacar quem produz a ajudar quem alimenta”.

Alô, PGR

Marcel Van Hattem (Novo-RS) levou à PGR a falta de Mauro Vieira na convocação da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A oposição acusa o chanceler de cometer crime de responsabilidade.

Presidente Moraes

Até o fim do mês, o Supremo Tribunal Federal funciona sob presidência do ministro Alexandre de Moraes. Moraes dividiu com Edson Fachin o comando da Corte durante o recesso do judiciário, entre 2 e 31 de julho.

Só isso

Não deve ir muito além dos choramingos de Mauro Vieira a reação diplomática às falas de Marco Rubio, que culpou Lula pelo tarifaço. O petista já foi orientado a não rebater o secretário de Estado dos EUA.

Me engana que eu gosto

Segundo a rede de televisão CBS, autoridades do alto escalão do governo Trump refutaram que a alegação de que a política teve qualquer influência na decisão dos EUA de imporem novo tarifaço contra o Brasil.

Estratégia martelada

Nota da liderança do PT no Senado divulgada ontem (16) sobre o novo tarifaço dos EUA utilizou a palavra “soberania” impressionantes doze vezes. “Lula”, por exemplo, foi citado apenas duas vezes.

Criatividade master

Jaques Wagner, ex-líder de Lula no Senado que deixou o cargo após virar alvo da PF no caso Master, disse que os EUA impuseram restrições ao Brasil “por conta da criatividade da nossa gente, que criou o pix”.

Pensando bem...

...o governo Lula ama tanto de imposto, que gosta até de tarifaço.

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