Cláudio Humberto
Coluna CH/14 de dezembro

Auxílio Brasil sobe para R$415 e concretiza mudanças do Senado

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Programa Auxílio Brasil. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Decisão do presidente Jair Bolsonaro neutralizou a mudança na PEC sem Precatórios, que foi aprovada no Senado sob a condição de que os recursos sejam aplicados apenas em programas sociais. A oposição falou tanto em “evitar outro destino a não ser o Auxílio Brasil”, que acabou dando ideia a Bolsonaro de aumentar o valor do benefício para R$415 e elevar os gastos do programa para R$90,5 bilhões em 2022. Quase todo o espaço fiscal criado pela PEC vai para o Auxílio Brasil.

O maior do mundo

A Câmara vota hoje (14) mudanças aprovadas no Senado. A PEC vai permitir a Bolsonaro pilotar o maior programa social do mundo.

Guedes já formalizou

Após a decisão de Bolsonaro, Paulo Guedes informou a reestimativa do programa ao relator-geral do Orçamento, Hugo Leal (PSD-RJ).

Cuidado burocrático

A reestimativa foi sugerida por ofício de Guedes, e não por mensagem presidencial, porque o relatório de Leal já fora aprovado na comissão.

Pobres atendidos

A novidade de Bolsonaro considera a inclusão de famílias elegíveis e a mudança nas linhas de pobreza e extrema pobreza previstas na PEC.

Em Alagoas, prefeito tem aprovação recorde: 90,9%

O prefeito de Pilar, em Alagoas, Renato Filho (PSC), tem tudo para figurar no livro dos recordes: levantamento do Paraná Pesquisas revela que 90,9% dos munícipes aprovam sua gestão. Há quase unanimidade entre eleitores de 24 a 35 anos: 93,9% favoráveis. Satisfeitos com o prefeito, os pilarenses querem vê-lo governando o Estado: dependendo do cenário, ele tem de 73,3% a 76,6% das intenções de voto.

Bem na foto

No total, 86,9% dos entrevistados consideram a gestão Ótima ou Boa e outros 6% Regular positivo.

Petista à frente

A pesquisa mostra também que Lula venceria Bolsonaro, se a eleição presidencial fosse hoje: 56,4% a 21,5%.

Dados técnicos

O Paraná Pesquisas realizou o campo do levantamento entre os dias 8 e 10 de dezembro, com 95% de grau de confiança.

Poder sem Pudor

Longe é melhor

Jânio Quadros só perdeu no Maranhão, na disputa presidencial de 1960 com Henrique Teixeira Lott, graças ao apoio que o pesadíssimo marechal recebeu do cacique Vitorino Freire. Um pouco antes da eleição, um repórter perguntou a Vitorino: “Há perigo de o Jânio ganhar no Maranhão?” Ele não precisou pensar muito para responder, convicto: “Perigo existe. Basta que o Lott volte duas vezes ao Maranhão.” Não voltou e venceu.

Pastel com tubaína

Na passagem por Campo Grande, nesta segunda (13), o presidente Jair Bolsonaro fez uma fezinha na Lotérica do Mercado Municipal e comeu pastel com tubaína, acompanhado do deputado Coronel David.

Triste memória

As enchentes no sul da Bahia, que Bolsonaro visitou no fim de semana, fazem lembrar que o ex-presidente Lula jamais fazia isso. Certa vez, em janeiro de 2010, enquanto se contavam os mortos em deslizamento no Rio, Lula ia à praia, na Base Naval de Aratu, com isopor na cabeça.

Não sabe o que diz

O pré-candidato Guilherme Boulos (Psol) está no mundo da lua. Disse ontem que São Paulo “deixou de ser terra de oportunidades”. Referia-se ao Estado onde 24 mil empresas foram criadas só em novembro.

Morte vende

A média de mortes por covid no Brasil caiu a 162, a menor desde 17 de abril de 2020. A notícia foi ignorada por coronalovers para dar vez à primeira morte pela nova variante em centenas de milhares de casos.

Frase do dia

A urna não executará os programas além dos certificados

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, ao comentar possibilidades de ataques às novas urnas eletrônicas

Terá fim?

Com a redução de óbitos por covid e variantes no mundo, a deputada Janaina Paschoal questionou até onde medo será usado para lucrar. “Quantas doses mais as farmacêuticas vão inventar para vender?”

Empresa gera emprego

Dados do Ministério da Economia confirmaram que recuperação segue a todo vapor. Foram quase 950 mil novas empresas criadas entre maio e agosto, explicando também as seguidas altas nos empregos formais.

Aposta do mercado

Uma “Money Week”, prevista para janeiro, é vendida como reunião de “autoridades do mercado” para discutir perspectivas para o futuro. Uma das “autoridades do mercado” confirmadas é... Sérgio Moro.

Presente e passado

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto participa junto aos ex-presidentes Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn de um debate promovido pelo TCU sobre a condução da política monetária.

Pensando bem...

...o brasileiro já participa de jogos de azar a cada dois anos.

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