Como Zanatta, deputada italiana levava filha bebê ao parlamento

Licia Ronzulli sempre levou a filha, desde recém-nascida, ao Parlamento Europeu

A eurodeputada italiana Licia Ronzulli ganhou destaque internacional em 2010 ao levar a filha recém-nascida para o Parlamento Europeu, em Estrasburgo. As imagens dela amamentando e participando das sessões se tornaram símbolo da conciliação entre maternidade e vida pública, recebendo elogios de colegas e da imprensa. A atitude foi interpretada como um gesto político em defesa de mais espaço para mães no ambiente de trabalho e um exemplo de que a presença feminina na política pode abranger diferentes papéis sociais.

No Brasil, a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) também foi alvo de atenção ao comparecer à Câmara dos Deputados com a filha pequena no colo. A cena, que gerou pedido de punição por parte de adversários políticos, remete a casos como o de Ronzulli, em que mulheres eleitas optam por exercer simultaneamente seus deveres parlamentares e maternos.

Embora Zanatta tenha sido criticada por opositores, o ato em si não é inédito nem considerado incompatível com a função legislativa. Diversos parlamentos pelo mundo já presenciaram situações semelhantes, em que mães conciliam a presença em sessões com o cuidado direto aos filhos, sem que isso comprometesse o andamento dos trabalhos.

O episódio reforça um debate recorrente sobre a participação das mulheres na política e as barreiras culturais que ainda enfrentam. Ao contrário de representar quebra de protocolo ou falta de compromisso, gestos como o de Zanatta e Ronzulli podem ser vistos como afirmações de que a maternidade e a vida política podem, sim, coexistir no mesmo espaço.

Julia Zanatta no plenário da Câmara: nada demais.

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