Tudo o que ocorreu na audiência de custódia de Bolsonaro e aliados

Corte manteve prisão do ex-presidente e de cinco condenados do núcleo 1; atas revelam relatos de saúde e ausência de irregularidades nas prisões

O STF divulgou nesta quinta-feira (27) as atas das audiências de custódia realizadas na quarta (26) com Jair Bolsonaro e outros cinco condenados do núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado. Todas foram conduzidas por videoconferência por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, com duração média de 30 minutos, nos próprios locais de custódia.

No caso de Bolsonaro, ouvido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ele afirmou não recordar o endereço “de cabeça”, relatou refluxo, apneia do sono, uso de cinco medicamentos e necessidade de alimentação especial, já documentada nos autos. A prisão do ex-presidente foi mantida.

Anderson Torres, ouvido na Papudinha, disse tomar venlafaxina, olanzapina e rivotril para tratamento psiquiátrico, além de relatar que já respondeu a processo criminal. Informou ter sido preso em um escritório de advocacia sem qualquer irregularidade. O mandado de prisão foi homologado.

As prisões dos generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do almirante Almir Garnier, também foram mantidas. A defesa de Heleno pediu sigilo sobre o vídeo da audiência por envolver dados de saúde. Todos os réus relataram algum tipo de debilidade física.

As audiências confirmaram a legalidade das prisões e verificaram eventuais ocorrências de maus-tratos, nenhuma foi registrada. O deputado Alexandre Ramagem não foi ouvido por estar foragido nos EUA; Moraes determinou que a PF adote providências para sua extradição. O tenente-coronel Mauro Cid não participou por já estar cumprindo pena desde 30 de outubro.

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