Toffoli estabelece prazo para explicação de ‘atraso’ na ação do caso Master
O ministro é relator do caso Master no Supremo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Polícia Federal explique o atraso na realização do desdobramento da operação “Compliance Zero”, realizada nesta quarta-feira (14), tendo como alvos empresários ligados as fraudes na liquidação do Banco Master.
O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi alvo novamente na operação. Toffoli é relator do caso Master no Supremo.
O magistrado deferiu críticas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pelo motivo de atraso. Segundo o ministro, a determinação da operação de hoje foi assinada na última segunda-feira (12) e deveria ocorrer no intervalo de 24 horas.
Toffoli destacou uma “eventual frustração” no suposto descumprimento da PF.
“DETERMINO, ainda, que o DIRETOR-GERAL do DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, no prazo subsequente de 24 horas, informe a esta Corte a razão do descumprimento da ordem por mim anteriormente exarada para cumprimento das medidas em prazo legal estabelecido”, escreveu o ministro do Supremo na decisão.
Ao todo, agentes federais cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Dias Toffoli. As diligências ocorrem em cinco estados:
- Bahia
- Minas Gerais
- São Paulo
- Rio Grande do Sul
- Rio de Janeiro
Foram apreendidas armas, relógios, carros e dinheiro. Ao todo, cerca de R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados. As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.